O pedido de prisão da Polícia Federal (PF) foi acatado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que ordenou a prisão preventiva sem prazo definido de duração de Ivan Rejane Fonte Boa Pinto, 46 anos, acusado de ameaçar o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) e também ministros da Corte.
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Rejane foi preso temporariamente no dia 22 de julho, em Belo Horizonte (MG). A prisão foi prorrogada por mais cinco dias, a pedido da PF e da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Moraes afirmou que a manutenção da prisão é “a única medida capaz de garantir a ordem pública e a conveniência da instrução criminal, especialmente com o prosseguimento da perícia técnica, capaz de apontar com maior precisão a extensão e níveis de atividade da associação criminosa que se investiga”.
“É importante ressaltar que, somente com a restrição de liberdade foi possível interromper a prática criminosa, pois o investigado, no mesmo dia de sua prisão, divulgou vídeo com novos ataques ao Supremo Tribunal Federal, no qual debochou da possibilidade de ser preso”, destacou o ministro.
“Prende ele, Xandão, ele é um dos líderes dos movimentos antidemocráticos do 7 de setembro’. Que vacilão, hein, irmão. Tá com medo, o cu ta piscando, não passa nem um cabelo”, disse Ivan, em vídeo, logo após o ministro ordenar sua prisão em julho.
Na decisão desta segunda-feira, o ministro argumenta que a prisão preventiva é uma “medida razoável, adequada e proporcional para garantia da ordem pública” por haver “fortes indícios” de que o investigado integra associação criminosa.
