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No STF

Governo federal avança na intenção de se apoderar de Fernando de Noronha

Alegação é de que Pernambuco descumpre contrato e atrapalha órgãos federais

O Liberal

25 de março de 2022 às 17:33

Modificado em 25 de março de 2022 às 17:36

( Foto: Nelson Jr. / SCO / STF )

Já está no Supremo Tribunal Federal (STF) desde quinta-feira (24), uma ação do governo federal pedindo a federalização do território de Fernando de Noronha, que pertence ao Estado de Pernambuco. As informações são da CNN Brasil. Quem foi escolhido para fazer o relatório (posicionamento) sobre o caso é o ministro Ricardo Lewandowski.

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O documento é de autoria da Advocacia-Geral da União (AGU), e nele o órgão alega que Pernambuco “vem descumprindo os termos do contrato e embaraçando a atuação da Secretaria de Coordenação e Governança do Patrimônio da União e de órgãos ambientais federais na gestão da área”.

“O Estado de Pernambuco, ao ignorar completamente o Contrato de Cessão de Uso celebrado com a União e o próprio mandamento constante do art. 20 da Constituição da República, vem não só desrespeitando a legislação de regência a respeito da gestão de Fernando de Noronha, como também vem impedindo a atuação constitucional do ente central para preservação daquela área”, afirma a AGU no pedido.

O governo de Pernambuco afirma que a “população de Fernando de Noronha gostaria que o governo federal tivesse a mesma persistência e celeridade que empenha num processo judicial extemporâneo e que agride a Constituição para fazer cumprir a promessa, divulgada em 2019, de que iria realizar o saneamento básico da ilha”.

Partos são proibidos desde 2004
Fernando de Noronha está em centro de disputa (Reprodução)

“O projeto básico do esgotamento sanitário foi enviado ao Ministério do Meio Ambiente desde fevereiro de 2020 e vem sendo reiteradamente ignorado”, afirma o governo de Pernambuco em resposta à CNN.

O governo de Pernambuco afirma ainda que “Fernando de Noronha sempre fez parte de Pernambuco. Por sua localização estratégica foi considerada território federal em 1942 e utilizada como base militar na época da Segunda Guerra Mundial. Com a Constituição de 1988, voltou a compor o patrimônio do estado de Pernambuco. É um orgulho do povo pernambucano e vai continuar sendo”.