O senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, negou irregularidades na relação com o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, que homenageia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A declaração foi feita nesta sexta-feira (16), durante sabatina à TV Globo.
Questionado sobre a negociação de R$ 134 milhões para a produção do longa, Flávio comparou o caso à demissão de Frederic Kachar, ex-CEO da Editora Globo, após o vazamento de conversas com Vorcaro. O senador voltou a evitar apresentar detalhes sobre a prestação de contas do filme e afirmou que a produtora já teria esclarecido os gastos.
“Um diretor da Globo acabou de ser exonerado porque ele promovia eventos bancados pelo Vorcaro no Valor Econômico, em Nova Iorque. Tem alguma coisa de errado? Eu acho que não. Mas ele feriu o código de ética da empresa e sofreu as consequências. Da minha parte, não tem nada de errado”, declarou.
Flávio Bolsonaro é questionado sobre financiamento de Dark Horse
Flávio é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção relacionadas ao financiamento do filme sobre o pai. O senador nega irregularidades e afirma que os recursos utilizados na produção são privados.
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Mensagens encontradas pela Polícia Federal indicam que Flávio pediu a Vorcaro R$ 131 milhões para realizar o longa. Desse montante, R$ 60 milhões teriam sido pagos, conforme planilhas apreendidas pela corporação.
Segundo a produtora, mais de 90% do orçamento do filme foi financiado pelo banqueiro. As negociações entre Vorcaro e Flávio teriam continuado mesmo após a prisão do dono do Banco Master, em novembro de 2025, de acordo com mensagens encontradas no celular do empresário.
Senador afirma que caso já foi esclarecido
O senador ainda não apresentou publicamente detalhes do contrato do longa e sustenta que Vorcaro não recebeu contrapartidas pelo financiamento milionário.
Em 20 de agosto, Flávio afirmou considerar o caso uma “página virada” e declarou que a prestação de contas já havia sido realizada. Quatro dias depois, ao ser novamente questionado por jornalistas, reagiu: “Vocês estão parados no tempo?”
Na sabatina desta sexta-feira, o senador voltou a defender que não houve irregularidades na relação com o banqueiro.

