O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (28) que pretende representar o legado político do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas com um estilo diferente. Em entrevista ao SantoFlow Podcast, o senador disse que sua candidatura busca manter características associadas ao grupo político do pai sem repetir a mesma forma de atuação. “Olham para mim enxergando o legado de Jair Bolsonaro com outra postura”, afirmou. Flávio também disse que considera seu perfil adequado ao atual momento político e destacou que não gosta de confrontos durante a campanha. “O Flávio é um perfil ideal para o momento que o Brasil está passando, porque eu também não gosto de briga, de fazer campanha com colete à prova de bala”, declarou. Jair Bolsonaro está impedido de disputar a eleição presidencial de 2026. O ex-presidente foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 2023, por oito anos contados a partir das eleições de 2022. VEJA MAIS Flávio Bolsonaro nega projeto para tirar título de Nossa Senhora Aparecida Candidato à Presidência afirmou que informação é falsa e disse ter ficado indignado com repercussão do caso Flávio: Caneta de emagrecimento no SUS é a nova picanha do Lula, ele não vai entregar A declaração foi feita nesta nesta segunda-feira, 28, em entrevista ao SantoFlow Podcast Durante a entrevista, Flávio também falou sobre a reta final da campanha e afirmou que espera enfrentar novos episódios de desinformação. “Não tem perigo de a gente perder a eleição. Vão criar mentiras, mas temos projeto de Deus”, afirmou. Em outro momento, o candidato declarou: “Eu tenho certeza que Deus está me usando para criar um Brasil melhor”. As declarações foram feitas enquanto Flávio participava de um programa voltado ao público católico. Durante a entrevista, uma imagem de Nossa Senhora Aparecida permaneceu diante do candidato. A presença da imagem ocorre depois da repercussão de uma informação falsa segundo a qual Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil caso fosse eleito. O candidato nega a intenção. A controvérsia também provocou decisões diferentes no Judiciário sobre a circulação de publicações relacionadas ao assunto. Flávio critica Lula e ministros do STF Na entrevista, o candidato também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Flávio afirmou que Lula teria transformado a Corte em um “comitê eleitoral” e acusou ministros indicados pelo atual presidente de interferirem na disputa política. “Lula transformou o Supremo em um comitê eleitoral para interferir nas eleições”, afirmou. O senador também citou Cristiano Zanin e Flávio Dino, ambos indicados por Lula ao STF, e voltou a fazer críticas ao ministro Alexandre de Moraes. “Sem os ministros de Lula no STF, o Brasil vive”, disse. Sobre Dino, Flávio afirmou que o ministro teve um voto que, segundo sua avaliação, foi “carregado de raiva e preconceito”. Ele também criticou a atuação de Zanin antes de sua chegada ao Supremo, quando o atual ministro atuava como advogado de Lula. Flávio fala sobre futuras indicações ao STF Ao comentar quais seriam seus critérios para escolher ministros do Supremo caso chegasse à Presidência, Flávio mencionou pautas defendidas por setores conservadores. “Vou indicar pessoas que são contra o aborto e contra as drogas. Numa canetada, eles proíbem o aborto e as drogas”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “É importante votar em presidente que vai indicar ministros do STF a favor da vida”. O candidato também voltou a criticar Alexandre de Moraes e afirmou que o ministro teria tomado decisões contrárias ao governo de seu pai. Moraes, porém, não foi indicado por Lula: chegou ao STF em 2017, durante o governo de Michel Temer.