O senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (10) que enfrenta “inimigos mentirosos” durante a campanha eleitoral e declarou que o Brasil atravessa uma “guerra espiritual”. As falas ocorreram durante a comemoração dos 100 anos da Assembleia de Deus do Ministério de Madureira, realizada no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro.
Durante o discurso, Flávio disse que enfrentar adversários políticos e pessoas que considera perigosas não é uma tarefa fácil. Ele também associou a mentira a uma ferramenta do diabo e afirmou que se apoia na fé para enfrentar os desafios da disputa eleitoral.
“Eu me apego ao que acredito naquilo que eu acredito que é projeto de Deus para a nossa nação”, declarou o senador, ao falar sobre sua candidatura e o futuro do país.
Na ocasião, Flávio também conduziu uma oração em que pediu proteção contra ataques e palavras negativas. Em seguida, convidou o público a cantar trechos do louvor “Hino da Vitória”, que definiu como um lema pessoal e de sua campanha.
VEJA MAIS
O evento reuniu lideranças religiosas e políticos, entre eles o governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), o deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL) e o pastor Silas Malafaia. Também estiveram presentes o presidente mundial da Assembleia de Deus de Madureira, Manuel Ferreira, e o bispo Samuel Ferreira.
Bispo Samuel Ferreira declara apoio a Flávio Bolsonaro
Durante a celebração, o bispo Samuel Ferreira manifestou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência. Embora tenha afirmado que não faria um pedido explícito de votos, o líder religioso declarou que pretende votar no senador e o apresentou como futuro presidente do Brasil.
“Se eu pudesse pedir voto, eu pediria. Mas eu não gosto de pedir voto aqui porque vão falar que eu pedi voto. Mas, se eu pudesse, eu pediria voto para o Flávio”, afirmou.
Samuel Ferreira também repetiu o bordão “irmão vota em irmão” e incentivou os fiéis a reproduzirem a frase. Ao mencionar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o bispo fez referência à sucessão política e afirmou que Deus teria chamado o antigo chefe do Executivo de “Messias”, associando Flávio à continuidade do caminho iniciado pelo pai.
Após o pronunciamento do religioso, o senador foi recebido pela plateia com gritos de “é 22”, número do PL nas urnas. Em resposta, Flávio comentou: “O pastor não pediu, mas o povo está pedindo”.

