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Uruguai

Filha de Peña, presidente do Paraguai, viraliza com camisa 'Taxem os pobres'

Costanza Peña viralizou nas redes sociais em meio à crise bancária no Paraguai

O Liberal

6 de novembro de 2026 às 14:25

( Foto: Reprodução/Redes Sociais )

Costanza Peña, filha do presidente do Paraguai, Santiago Peña (Partido Colorado, de direita), foi criticada nas redes sociais nesta sexta-feira (6), após internautas compartilharem uma foto em que ela aparece usando uma camiseta com a frase “Tax the poor” (“Taxem os pobres”, em tradução livre).

A imagem foi publicada por um perfil privado, criado em abril de 2019. A conta oficial de Costanza está indisponível. Usuários classificaram a mensagem como “insensibilidade social”, em meio à crise bancária no Paraguai. Na quinta-feira (5), Peña anunciou sua renúncia após o colapso do Ueno Bank, maior banco digital do país. O presidente também enfrenta um processo de impeachment.

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As críticas chegaram ao perfil da Universidade Columbia, em Nova York (EUA), onde Costanza estuda. Em uma publicação sobre o campus, usuários pediram a expulsão da estudante.

Uma página administrada por alunos da instituição divulgou relatos anônimos que criticam a camiseta e mencionam as perdas financeiras de paraguaios durante a crise. Um dos usuários afirmou que seus pais perderam todas as economias.

Crise do Ueno Bank

O Ueno Bank contava com aproximadamente 3 milhões de clientes, o equivalente a quase metade da população do Paraguai. Com a falência da instituição, milhões de pessoas perderam temporariamente o acesso aos valores depositados.

Na segunda-feira (2), o Banco Central paraguaio determinou o início do processo de resolução do banco, após constatar que seu índice de solvência estava abaixo do limite estabelecido por lei.

Diante da crise, Peña solicitou a saída do presidente do Banco Central, Carlos Carvallo, que deixou o cargo na terça-feira (3). No dia seguinte, o presidente anunciou a indicação do economista Raúl Vera Bogado para substituí-lo.

De acordo com o Banco Central, inspeções iniciadas em junho identificaram empréstimos vinculados a empresas do grupo controlador do Ueno Bank, cujas operações deveriam ser ajustadas às exigências legais.

A medida interrompeu as atividades do banco e bloqueou temporariamente os depósitos. Em Assunção, clientes e aposentados foram às ruas exigir a restituição do dinheiro. Os protestos terminaram em confrontos com a Polícia Nacional.

Relação de Peña com o banco

A oposição questiona empréstimos do Ueno Bank a empresas ligadas ao Grupo Vázquez e aponta possíveis irregularidades e conflito de interesses. Carvallo presidiu o banco até agosto de 2023, quando foi indicado por Peña para comandar o Banco Central.

Parlamentares também acusam o governo de alterar regras e permitir a concentração de recursos do Instituto de Previsão Social (IPS) na instituição acima dos limites legais.

Segundo o jornal paraguaio ABC Color, deputados oposicionistas pedem investigação sobre suspeitas de conflito de interesses, manipulação regulatória, uso irregular de recursos previdenciários e enriquecimento ilícito, além de possíveis riscos ao sistema financeiro.

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