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Política Internacional

Falas de Javier Milei contra Lula e Moraes ganham destaque na imprensa internacional

Agências e jornais estrangeiros destacam reação brasileira e postura argentina diante das declarações

Estadão Conteúdo

27 de julho de 2026 às 12:41

Javier Milei, presidente da Argentina.

Javier Milei, presidente da Argentina. ( Foto: Foto: Mandel Ngan/AFP )

As declarações do presidente argentino, Javier Milei, sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro do STF Alexandre de Moraes repercutiram na imprensa internacional. As falas ocorreram durante convenção do Partido Liberal (PL) no sábado.

A agência Reuters informou que o governo brasileiro tratou as falas como uma "afronta direta". A matéria destacou que Milei não buscou contato com o governo brasileiro em suas viagens ao país. A relação entre os dois é "praticamente inexistente", segundo a agência.

A AFP citou uma fonte diplomática brasileira sobre o assunto. A fonte afirmou que Milei ofendeu os Poderes da República, o povo brasileiro e a democracia do país.

Reação argentina e análise diplomática

Na Argentina, o La Nación informou que o governo de Milei não pretende pedir desculpas a Lula. Fontes ouvidas pelo jornal indicaram que o silêncio seria uma forma de esfriar a crise. Diplomáticos argentinos avaliam que o desgaste não deve se aprofundar, diante da proximidade da eleição brasileira.

O site especializado MercoPress classificou a medida como a resposta diplomática "mais dura entre os dois países em anos". O veículo lembrou que Brasil e Argentina são os dois maiores sócios do Mercosul e parceiros comerciais.

Próximos passos e convocação de embaixador

Já o Infobae listou os termos usados por Milei contra Lula, como "ladrão", "presidiário" e "lixo socialista". O veículo informou que o Itamaraty decide, em reunião nesta segunda-feira, se tomará novas medidas contra a Argentina nas próximas 48 horas.

O governo brasileiro convocou o embaixador do Brasil em Buenos Aires, Júlio Bitelli, para consultas. Este gesto diplomático indica forte descontentamento. O diplomata desembarcou em Brasília nesta segunda-feira e se reunirá com o chanceler Mauro Vieira até quarta-feira para discutir a crise entre os dois países.