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LEGISLATIVO

Emancipações de Icoaraci e Mosqueiro são tema de reunião na Alepa

o Movimento de Emancipação de Icoaraci defende que a Prefeitura de Belém não garante serviços de qualidade

Redação Integrada

3 de maio de 2019 às 06:50

Moradores de Icoaraci acreditam que terão serviços públicos melhores

Moradores de Icoaraci acreditam que terão serviços públicos melhores ( Foto: Akira Onuma/ O LIBERAL )

As emancipações de Mosqueiro e Icoaraci, distritos de Belém, são tema de uma reunião técnica a ser realizada nesta sexta-feira, 3, às 10h30, na sala VIP da Assembleia Legislativa do Estado Pará (Alepa). Dezoito anos depois que o primeiro processo sobre o assunto começou a tramitar na Casa, a Comissão de Divisão Administrativa do Estado e Assuntos Municipais promove mais uma ação para dar encaminhamento às pautas.

Para o Movimento de Emancipação de Icoaraci, a administração da capital não consegue suprir as necessidades básicas da população do distrito. “Quem ganhará, sem dúvida, é a população de Icoaraci, que terá mais acesso aos serviços públicos, como educação, saúde, saneamento, sem ter de depender de Belém. Vamos recolher nossos próprios impostos e ter autonomia. Perdemos uma média de cinco mil postos de trabalho pelo fato de que o orçamento destinado ao distrito depende das demandas do município de Belém”, conta Antônio José, presidente do movimento, que deu entrada no processo em 10 junho de 2001.

Orla de Icoaraci, um dos pontos mais queridos da Vila Sorriso
Para o Movimento de Emancipação de Icoaraci, a administração da capital não consegue suprir as necessidades básicas da população do distrito. “ (Neldson Neves / Arquivo Liberal)

Já o processo de emancipação de Mosqueiro foi colocado no Parlamento Estadual no dia 3 de julho de 2002. Hoje, a área tem 212 quilômetros quadrados e uma população de aproximadamente 27 mil habitantes e depende econômica e administrativamente de Belém.

O objetivo do encontro na Alepa é avaliar os pré-requisitos para que os processos guiem um projeto de Lei, e então, sejam encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) para chamar um plebiscito e ouvir a opinião pública. A presidente da comissão, Heloisa Guimarães (DEM), lembra que esta é uma vontade popular de anos, mas, para que isso aconteça, há regras a serem cumpridas. “Avaliamos e revimos os processos; agora vamos reunir com os moradores e apresentar os próximos passos, entre eles, o de estabelecer um estudo socioeconômico da áreas”, explica a parlamentar. O levantamento pode ser encomendado pelos movimentos sociais ou pelo próprio Parlamento.

Mosqueiro tem área de 212 quilômetros quadrados e uma população de aproximadamente 27 mil habitantes. O distrito depende econômica e administrativamente de Belém.
Mosqueiro tem área de 212 quilômetros quadrados e uma população de aproximadamente 27 mil habitantes. O distrito depende econômica e administrativamente de Belém. (Oswaldo Forte / O Liberal)

A deputada alerta que é preciso serem estabelecidos alguns critérios burocráticos para que os distritos possam se tornar municípios. “É necessário ter uma população mínima de seis mil habitantes, a área populacional precisa ter condições de se manter como município, ter fontes de geração de renda, como comércio, agricultura e outros suportes. Na reunião, visamos a esclarecer todos esses pontos e dar seguimentos a eles”, enfatiza Heloisa.

O secretário da Comissão de Estado e Assuntos Municipais, Jair Pinto, diz que há 55 processos de emancipação tramitando na Casa. Atualmente, os mais avançados são os de Moraes Almeida, em Itaituba, e Castelo dos Sonhos, em Altamira. Ambos os distritos estão aguardando o julgamento do TRE para, então, haver a convocação do plebiscito. “Há todo um trâmite: a Alepa avalia, depois o TRE julga a procedência e, então, há o plebiscito e a votação popular”, detalha.

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