Eduardo Bolsonaro é demitido da PF por abandono de cargo
Demissão foi assinada pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, na última sexta-feira (18) e publicada nesta segunda-feira (21)
O Ministério da Justiça e Segurança Pública determinou a demissão do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro do cargo de escrivão da Polícia Federal (PF). A decisão foi assinada pelo ministro Wellington César Lima e Silva na última sexta-feira (18) e publicada nesta segunda-feira (21).
A medida é resultado de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) instaurado contra Eduardo por abandono de cargo. O procedimento foi concluído pela Polícia Federal em julho deste ano, quando o relatório final foi divulgado. A decisão definitiva sobre a demissão, no entanto, cabia ao ministro da Justiça.
Eduardo Bolsonaro vive nos Estados Unidos desde fevereiro de 2025. Na época, o então deputado afirmou que havia deixado o Brasil em busca de refúgio diante do que classificou como perseguição política.
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PAD contra Eduardo Bolsonaro
Eduardo ingressou na Polícia Federal em 2010, após ser aprovado em concurso público para o cargo de escrivão. Durante o período em que exerceu o mandato de deputado federal, ficou afastado da função na corporação.
Após perder o mandato, em 18 de novembro de 2025, ele deveria retornar ao cargo de escrivão da PF no Rio de Janeiro, o que não ocorreu. Por esse motivo, o processo administrativo foi instaurado no início deste ano para apurar o abandono do cargo.
Desde fevereiro, Eduardo estava afastado da função. Na decisão relacionada ao procedimento, o corregedor regional da Polícia Federal no Rio de Janeiro também determinou a entrega da carteira funcional e da arma de fogo.
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