O presidente Jair Bolsonaro (PL) foi alertado pelo diretor da Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA) a parar de questionar o sistema eleitoral do Brasil. Isso teria acontecido durante uma visita de William Burns ao país, no ano passado. Na ocasião, além de Bolsonaro, estavam presentes o conselheiro de segurança nacional, General Augusto Heleno, e o então chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Alexandre Ramagem. VEJA MAIS Presidente Bolsonaro veta Lei Aldir Blanc, que prevê R\$ 3 bilhões ao ano para o setor cultural Há um mês, outra Lei de incentivo ao setor, a Lei Paulo Gustavo, também foi vetada Piso salarial de enfermeiros: confira como votou cada deputado O projeto foi aprovado por ampla maioria: 449 a favor e 12 parlamentares votaram contra De acordo com investigações feitas pela agência de notícias internacional Reuters, o encontro de Burns com o presidente foi secreto e teria ocorrido em julho de 2021. O conselho dado a Bolsonaro é que ele deveria parar de minar a confiança no sistema eleitoral do Brasil. O diretor da CIA veio ao Brasil seis meses após o ataque ao Capitólio nos Estados Unidos, que aconteceu em 6 de janeiro de 2021, após a derrota eleitoral do ex-presidente Donald Trump. Burns é o funcionário da Casa Branca de maior escalão a reunir-se com o governo Bolsonaro desde a eleição de Joe Biden, como presidente dos Estados Unidos. A reunião teria acontecido após Bolsonaro, semelhante a Trump, fazer alegações de que havia tido fraude eleitoral devido às urnas eletrônicas adulteradas. Vários rumores surgiram de que o atual presidente estivesse seguindo os passos de Trump e tentasse rejeitar uma possível derrota nas eleições, marcadas para 2 de outubro de 2022. Bolsonaro, inclusive, chegou a falar sobre a ideia de não aceitar os resultados eleitorais diversas vezes. Além de fazer diversos ataques contra o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O presidente também fez um discurso onde sugeriu que os militares deveriam realizar sua própria contagem de votos, em paralelo à do tribunal. (Estagiária Maiza Santos, sob supervisão do editor executivo de OLiberal.com, Carlos Fellip)