A Polícia Federal (PF) investiga ameaças de morte, estupro e ataques racistas denunciados pela deputada federal eleita por Minas Gerais, Ana Elisa Santos Silva (PT), de 21 anos. A corporação informou neste domingo (8) que já iniciou diligências especializadas e solicitou cooperação policial internacional para identificar os responsáveis.
A investigação é conduzida pela Delegacia da Polícia Federal em Divinópolis, no Centro-Oeste de Minas Gerais, com apoio técnico da Diretoria de Combate a Crimes Cibernéticos (DCIBER). Segundo a instituição, os pedidos de cooperação internacional buscam obter informações que possam contribuir para a identificação dos autores das ameaças. A PF não divulgou quais países foram acionados nem detalhes das medidas em andamento, justificando a necessidade de preservar o sigilo investigativo.
Detalhes das Ameaças e Segurança da Parlamentar
A corporação também destacou sua experiência no combate a ameaças virtuais contra autoridades, parlamentares e pessoas públicas. Ana Elisa denunciou uma série de mensagens recebidas pela internet. Em um vídeo publicado nas redes sociais, a parlamentar leu trechos de um e-mail com ameaças de violência sexual e assassinato, além de conteúdo racista.
Diante da gravidade das mensagens, a deputada eleita passou a contar com escolta policial 24 horas por dia e relatou medo de sair de casa.
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Ações Anteriores e Repercussão Política
A Polícia Federal mencionou a Operação Aggregatio, realizada em outubro de 2026, que identificou um responsável por ameaças e outras práticas criminosas na internet. Os alvos incluíram parlamentares, autoridades e pessoas públicas de diferentes estados.
O caso de Ana Elisa Silva provocou manifestações de solidariedade de representantes políticos de diferentes partidos. O Partido dos Trabalhadores (PT) repudiou os ataques, enquanto o deputado federal eleito Gleidson Azevedo também defendeu a segurança da parlamentar, apesar das divergências políticas. A PF reforçou que ameaças contra qualquer cidadão devem ser tratadas com seriedade e afirmou que continuará atuando em parceria com órgãos nacionais e internacionais para identificar e responsabilizar os envolvidos.
