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política

Carlos Bolsonaro questiona STF sobre possível investigação de Janja

Senador eleito questionou se primeira-dama será incluída em inquérito das fake news após declaração sobre Flávio Bolsonaro

O Liberal com informações da AE

8 de outubro de 2026 às 18:42

A acusação envolve um esquema de corrupção no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (PL), entre os anos de 2005 e 2021

A acusação envolve um esquema de corrupção no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (PL), entre os anos de 2005 e 2021 ( Foto: Foto: Dida Sampaio / AE / Arquivo O Liberal )

O senador eleito por Santa Catarina Carlos Bolsonaro (PL) pediu que a primeira-dama Janja Lula da Silva seja investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) após uma declaração sobre o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).

A reação ocorreu nesta quinta-feira (8), depois que Janja publicou um vídeo nas redes sociais afirmando que Flávio Bolsonaro acabaria com o programa Farmácia Popular caso fosse eleito presidente.

Carlos compartilhou uma publicação que questionava a declaração e perguntou se a primeira-dama seria incluída no chamado inquérito das fake news.

“Alô STF oficial. Esta senhora, madrasta do Lulinha, não será incluída no inquérito das fake news ou tá de boa em nome da defesa da democracia?”, escreveu o senador eleito.

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Campanha de Flávio nega fim do Farmácia Popular

No vídeo, Janja afirma que Flávio Bolsonaro pretende acabar com o Farmácia Popular e relaciona a declaração a possíveis cortes em programas sociais defendidos pelo candidato do PL.

O plano de governo apresentado por Flávio ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), porém, não cita nominalmente o Farmácia Popular. A campanha do candidato também negou a intenção de encerrar o programa e afirmou que a distribuição de medicamentos será mantida.

Criado em 2004, durante o primeiro governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o Farmácia Popular oferece medicamentos e insumos gratuitos ou subsidiados por meio de estabelecimentos credenciados.

Programa teve redução de recursos no governo Bolsonaro

Durante o governo de Jair Bolsonaro (PL), o Farmácia Popular passou por redução de recursos. Na proposta de Orçamento de 2023 enviada ao Congresso em 2022, os valores previstos inicialmente para o programa foram reduzidos em 59%, chegando a cerca de R$ 1 bilhão.

O montante foi posteriormente recomposto durante a tramitação do Orçamento. Em dezembro de 2022, o programa também foi afetado por um bloqueio de R$ 194 milhões no orçamento do Ministério da Saúde.