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Carlos Bolsonaro diz que 'militarização' foi um dos maiores erros do governo do pai

Segundo ele, o o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se eleito, não repetirá esse modelo

Estadão Conteúdo

13 de julho de 2026 às 22:11

A acusação envolve um esquema de corrupção no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (PL), entre os anos de 2005 e 2021

A acusação envolve um esquema de corrupção no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (PL), entre os anos de 2005 e 2021 ( Foto: Foto: Dida Sampaio / AE / Arquivo O Liberal )

Carlos Bolsonaro (PL-SC), pré-candidato ao senado por Santa Catarina, afirmou que colocar militares em postos do governo foi um dos maiores erros do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A declaração foi dada no dia 26 de junho, durante agenda do pré-candidato em Timbó (SC). O vídeo repercutiu neste sábado, 11, depois que um corte foi publicado nas redes sociais.

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"Não tinha ninguém que ele conhecia que não fosse das Forças Armadas", disse Carlos. Ele classificou a chegada de militares ao Executivo como um acidente na trajetória política do pai, que ocorreu devido a "falta de estrutura" por trás de Jair Bolsonaro.

Ele afirmou que o irmão, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não repetirá esse modelo.

"Hoje em dia eu tenho a certeza absoluta que o Flávio não fará essa militarização em torno de si, mas de pessoas realmente técnicas. Pessoas que entendem o movimento e não são positivistas como eram os militares", disse.

Levantamento do Ipea publicado em 2022 mostrou que a presença de militares em cargos civis do governo federal quase triplicou entre 2013 e 2021. O número saltou de 370 para 1.085 postos, alta de 193%. O estudo apontou que a gestão de Jair Bolsonaro distribuiu uma quantidade significativa de cargos a oficiais em pastas estratégicas, como Saúde, Economia e Meio Ambiente, áreas que eram alvo de críticas ao governo.

A maior concentração de militares esteve nos cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) e Função Comissionada do Poder Executivo (FCPE). Entre 2013 e 2018, a presença de militares nesses postos variou de 303 para 381 cargos. Com a chegada de Bolsonaro ao poder, o número quase dobrou em 2019, para 623, e chegou a 742 em 2021.

Os maiores aumentos porcentuais ocorreram em pastas sob críticas ao governo Bolsonaro. No Ministério da Economia, a presença de militares foi de 1, em 2013, para 84, em 2021, alta superior a 8.000%. Na Saúde, comandada durante a pandemia pelo general Eduardo Pazuello, o número passou de 7 para 40 militares, aumento de 471%. O Meio Ambiente foi de 1 para 21 comissionados no período.