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POLÍTICA

Brasil ficará inviável se não cortar gastos, afirma Zema em sabatina

O candidato afirmou ser "especialista em fazer ajustes" e disse que o Brasil "nunca teve presidente que deu bom exemplo" na área

Estadão Conteúdo

25 de agosto de 2026 às 11:17

Romeu Zema

Romeu Zema ( Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil )

O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, defendeu nesta terça-feira (25) a necessidade de uma reforma administrativa e um corte de gastos no âmbito federal. Zema afirmou que, sem essas medidas, o "Brasil não se viabiliza". As declarações ocorreram durante participação em sabatina do Grupo Globo.

O ex-governador de Minas Gerais, que usava uma camiseta com a frase "Chega de bets", iniciou a entrevista defendendo um ajuste nas contas públicas. Segundo ele, o elevado gasto público tem provocado altas taxas de juros no país.

As altas taxas de juros, conforme Zema, levam ao endividamento do consumidor e causam pedidos de recuperação judicial por parte de grandes companhias. Ele citou juros reais de 8% a 9% como os maiores do mundo.

Impacto dos juros e propostas de Zema

O candidato destacou que oito a cada dez brasileiros financiam bens de maior valor, como motos e celulares. Se os juros estão altos, as prestações também são elevadas, dificultando a vida financeira da população.

Zema declarou ser "especialista em fazer ajustes" e que o Brasil "nunca teve presidente que deu bom exemplo" nesta área. Ele defendeu, ainda, a necessidade de enfrentar fraudes em programas sociais, ressaltando que as políticas são "essenciais a serem mantidas".