O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), afirmou nesta quinta-feira, 15, que o segundo turno da eleição presidencial, marcado para 25 de outubro, será decisivo para a manutenção do fim da escala de trabalho 6x1. Em ato pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Largo da Alfândega, no Centro de Florianópolis, Boulos acusou o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) de pretender revogar a medida caso seja eleito.
"O segundo turno da 6 por 1 vai ser no dia 25 de outubro! Porque a gente aprendeu com Pepe Mujica que nenhuma conquista é definitiva", declarou. "A gente ganhou a 6 por 1! Ela acabou! Mas a gente sabe qual é o projeto do Flávio Bolsonaro! Ele mesmo diz: se esse canalha ganhar a eleição, ele revoga o fim da 6 por 1 e bota a PEC da hora trabalhada, que retira direitos dos trabalhadores do Brasil!", acrescentou.
Boulos também criticou o voto favorável de Flávio à proposta que acaba com a escala 6x1, durante votação no Senado nesta quarta-feira, 14. O ministro acusou o candidato do PL de tentar enganar os trabalhadores ao apoiar a medida durante a campanha eleitoral, apesar de defender uma proposta alternativa de remuneração por hora trabalhada.
"Ele, além de ser contra o trabalhador, de ter boicotado o fim da 6 por 1 esses meses todos, é covarde porque não teve coragem de botar a sua posição no voto! Chegou lá e votou a favor, achando que ia enganar quem?", afirmou.
Flávio sinalizou a empresários a possibilidade de revisar o fim da escala 6x1 caso seja eleito presidente. Apesar de ter declarado voto favorável à proposta, o senador defende um modelo alternativo de remuneração por hora trabalhada.
Durante o ato, Boulos também pediu a mobilização dos eleitores para o segundo turno e afirmou que a disputa ultrapassa as diferenças ideológicas. O ministro acusou Flávio de representar ameaças a direitos previdenciários e assistenciais, incluindo a aposentadoria e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

