O Sindicato dos Rodoviários de Salvador negou neste domingo, 25, participação na retenção de ônibus nas garagens durante o segundo turno das eleições presidenciais, após a prefeitura atribuir os atrasos à colocação de adesivos eleitorais nos veículos por sindicalistas.
A entidade afirmou que a elaboração das escalas e a gestão dos plantões são responsabilidade da administração municipal, em articulação com as concessionárias. "Todos os rodoviários que foram escalados para trabalhar no dia da eleição compareceram aos seus postos de trabalho", informou o sindicato, em nota assinada pelo presidente Fábio dos Santos Primo.
Segundo a entidade, cabe à Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob), em conjunto com as empresas do Consórcio Integra, organizar a operação do transporte público.
O sindicato declarou que sua atuação se limita à defesa dos direitos e interesses trabalhistas da categoria e se colocou à disposição para prestar esclarecimentos e garantir transparência na apuração.
A manifestação ocorre após o prefeito Bruno Reis (União Brasil) reconhecer que 75 ônibus ficaram retidos pela manhã e atribuir o atraso a sindicalistas ligados ao PT que, segundo ele, colocaram adesivos partidários nos veículos.

