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PÓS-ELEIÇÕES

André Janones descarta ministério no governo Lula: 'Está cravado'

Deputado federal afirma que continuará na Câmara após mobilizar mais de 10 milhões de pessoas no canal “Exército do Lula” nas eleições

O Liberal

1 de novembro de 2026 às 22:42

André Janones

André Janones ( Foto: Renato Araújo/Câmara dos Deputados )

O deputado federal André Janones (Rede-MG) afirmou que não aceitará um cargo de ministro no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reeleito para o quarto mandato. Em entrevista exclusiva ao programa Fantástico, da TV Globo, o parlamentar declarou que pretende continuar na Câmara dos Deputados, após conquistar a reeleição para o terceiro mandato.

Janones ganhou projeção durante a campanha eleitoral ao administrar o canal de mensagens “Exército do Lula”, que reuniu mais de 10 milhões de participantes nas três semanas que antecederam o segundo turno.

“Eu não vou aceitar nenhum ministério. Está cravado. Não vou ser ministro do governo Lula. Vou continuar na Câmara dos Deputados representando o povo”, afirmou ao Fantástico, da TV Globo.

Eleições

Ele contou que acompanhou a apuração durante a noite e conseguiu dormir apenas uma hora e meia depois da divulgação do resultado. Inicialmente, Janones planejava descansar no Rio de Janeiro, mas mudou os planos após receber uma sequência de convites para entrevistas de veículos estrangeiros.

Sobre o funcionamento do canal, que administra diretamente pelo celular, o parlamentar comentou a saída de aproximadamente 200 mil participantes após o período eleitoral. Na avaliação dele, parte dos integrantes não apoiava Lula e havia entrado no grupo durante a campanha.

“Eu acho que vai cair até mais, porque, agora, muitos do lado de lá começaram a sair. Deve ter 1 milhão de infiltrados. E 9 milhões são do nosso campo”, avaliou.

Desde o fim das eleições, Janones não publica vídeos com as chamadas “missões” no canal. Ele também reconheceu que o modelo de organização concentrava decisões em sua própria figura e não representa a democracia em sua plenitude.

“É um modelo transitório, necessário para a gente vencer uma eleição, necessário para a gente poder dar governabilidade ao presidente a partir de agora. Mas é um modelo que deve servir como transição”, declarou.

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