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Política

Alepa terá profissionais de Libras para se tornar mais acessível

Língua brasileira de sinais vai fazer parte das transmissões pelos canais da casa

Keila Ferreira

28 de janeiro de 2020 às 09:55

( Foto: Cristino Martins / Arquivo O Liberal )

A Assembleia Legislativa do Pará (Alepa) vai contar com intérprete da língua brasileira de sinais (Libras), durante as transmissões das sessões ordinárias, traduzindo de forma simultânea os pronunciamentos, debates e as votações de projetos de leis. Isso chegou a ser feito em determinados eventos, no ano de 2019, mas de forma experimental.

Neste ano, o objetivo é garantir que esse serviço esteja presente em todas as transmissões das sessões ordinárias, nos canais de comunicação da casa, e depois estendido às sessões solenes, especiais e audiências públicas. Para isso, já foi acertada a contratação inicial de dois profissionais da área. Essa ação animou a comunidade surda paraense, que vê na atitude do parlamento estadual um incentivo para que câmaras municipais sigam o exemplo e contem com intérprete de libras em suas sessões.

É possível acompanhar os debates da Assembleia Legislativa pelo portal www.alepa.pa.gov.br, além da TV aberta, (canal 45.2) e canal 14 de Roma Cabo. Segundo o coordenador da TV Alepa, Afonso Gallindo, as primeiras transmissões na língua de sinais começaram ano passado, como teste. Inclusive, já houve esse serviço durante a sessão solene em homenagem aos 30 anos da Constituição, no Hangar. “Agora, a intenção é sistematizar, nas sessões ordinárias, principalmente”, ressalta.

Todas as sessões ordinárias são transmitas ao vivo, pela TV Alepa e demais canais de comunicação, de forma simultânea, terças e quartas-feiras. “Quando não tem transmissão na casa, reprisa a sessão ou transmite programas de conteúdo jornalístico”, observa Afonso. Neste ano, o canal aberto do poder legislativo estadual comemora cinco anos de atividade.

Sobre a iniciativa de contar com intérprete de libras nas sessões, o coordenador da TV Alepa ressalta que as conversas têm avançado para a resolução de questões técnicas, como o espaço no plenário em que esse profissional vai poder atuar. “Tudo isso é um processo de aprendizado e a gente está se adaptando”.