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2020

Alepa encerra sessões deliberativas do ano e inicia recesso parlamentar

Deputados retornam às atividades somente no dia 1ª de fevereiro

Keila Ferreira

16 de dezembro de 2020 às 07:00

Sessão foi a última com a participação do atual presidente, Dr. Daniel Santos (MDB), que precisa renunciar até o dia 31 de dezembro para assumir a prefeitura de Ananindeua

Sessão foi a última com a participação do atual presidente, Dr. Daniel Santos (MDB), que precisa renunciar até o dia 31 de dezembro para assumir a prefeitura de Ananindeua ( Foto: Thiago Gomes / O Liberal )

A Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa) encerrou as sessões deliberativas do ano e deu início ao recesso dos parlamentares, que retornam às atividades somente no dia 1ª de fevereiro. A votação de terça-feira (15) foi ainda a última sessão com a participação do atual presidente, Dr. Daniel Santos (MDB) e Renato Ogawa (PL), que precisam renunciar até o dia 31 de dezembro, para assumir, respectivamente, as prefeituras de Ananindeua e Barcarena.

Em pronunciamento após a votação, os dois falaram aos colegas de parlamento, já em tom de despedida. Daniel disse que sai da casa mais maduro após essa outra experiência como gestor e agradeceu a ajuda dos deputados e dos funcionários da Alepa. Durante entrevista, destacou o empenho para melhorar a produção do legislativo paraense. “Que esse ano, a casa possa novamente bater recorde de produção e trabalhar em prol da população”.

Renato Ogawa também agradeceu os servidores da casa e as pessoas com quem conviveu durante os seus seis anos como deputado. “Que o mandato de vocês continue sendo cheio de sucesso, que vocês possam ajudar os municípios do Pará, porque fortalecer os municípios significa ter um estado forte, grande, e o Estado precisa do empenho de todos vocês da casa”, declarou.

Antes de terminar seu último discurso da tribuna, o deputado ainda sugeriu que a Alepa tenha um prédio melhor para receber a população de forma digna e defendeu a regulamentação das emendas parlamentares, de forma que haja autonomia do mandato. “E isso faz com que o deputado possa cumprir o seu papel e aquilo que ele se comprometeu com o seu município”, argumentou.

Com a saída de Daniel Santos e Renato Ogawa, entram os seus suplentes, em janeiro. No lugar de Daniel, assume a vaga de deputado o atual vereador de Belém, Adriano Coelho, do PDT. Como ainda existia a possibilidade de coligação na eleição proporcional de 2018, é o primeiro suplente da coligação quem fica com a vaga, desde que ele tenha se mantido no partido, que é o caso de Adriano. Atualmente, Dr. Daniel está no MDB, mas foi eleito pelo PSDB, que coligou com DEM, PDT e PRP. O entendimento é que, mesmo ele tendo mudado de partido, a vaga continua com a coligação pelo qual foi eleito. Isso não afetará a futura composição da Câmara Municipal de Belém, definida após a votação do último dia 15 de novembro, porque Adriano não concorreu nas eleições desse ano, abrindo espaço para o irmão, João Coelho (PTB), que conseguiu se eleger.

Já o primeiro suplente do PL, partido de Ogawa, é José Maria Tapajós, atual vice-prefeito de Santarém e que foi reeleito no segundo turno das eleições desse ano, dia 29 de novembro.