O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), avalia negociar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) uma alternativa para a saída do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) da prisão. Segundo informações publicadas pelo portal Poder360, a articulação também busca conquistar o apoio de parlamentares da direita à reeleição de Alcolumbre para o comando da Casa, em fevereiro de 2027.
Uma das possibilidades consideradas é a apresentação de uma proposta de indulto humanitário a Bolsonaro. A ideia, porém, ainda não foi apresentada a Lula. Outra alternativa em discussão é a aprovação de uma anistia pelo Congresso Nacional, que posteriormente poderia ser questionada no Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o Poder360, Alcolumbre pretende apresentar a iniciativa como um movimento de pacificação nacional, com o objetivo de reduzir as tensões entre os Poderes. A articulação também poderia diminuir a pressão por processos de impeachment contra ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes, de quem o senador é próximo.
A proposta enfrenta resistência entre parlamentares da direita. Integrantes do PL avaliam que Alcolumbre rompeu relações com o grupo, que mantém o impeachment de Moraes como uma de suas principais pautas.
O partido também articula uma candidatura própria à presidência do Senado. O senador Rogério Marinho (PL-RN) é o principal nome da legenda e deve ser oficializado em reunião da bancada marcada para 4 de novembro. A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também se movimenta para disputar o cargo.
A eleição para a presidência do Senado será realizada em fevereiro de 2027. O PL terá 29 senadores na próxima legislatura, enquanto Alcolumbre busca ampliar sua base para garantir os 41 votos necessários à eleição. O atual presidente da Casa afirma contar com 48 votos, mas a votação será secreta.
A federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, já sinalizou apoio à recondução de Alcolumbre. Parte dos parlamentares eleitos pelas duas siglas, entretanto, ainda não definiu seu posicionamento.
Segundo a publicação, a eventual saída de Bolsonaro da prisão não significaria a recuperação de seus direitos políticos. O ex-presidente permanece inelegível em razão de condenações na Justiça Eleitoral e no processo relacionado à trama golpista.
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