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ECONOMIA

Alckmin explica relação entre Master e Flávio:'está envolvido em tudo'

Em discurso, Alckmin afirmou que Banco Master surgiu e cresceu na gestão anterior, sendo fechado no governo Lula, com prisão de seu controlador

Estadão Conteúdo

22 de outubro de 2026 às 21:32

Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro

Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro ( Foto: Instagram @flaviobolsonaro | Divulgação )

O vice-presidente Geraldo Alckmin voltou a atacar Flávio Bolsonaro (PL) nesta quinta-feira, 22, ao associar o Banco Master ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e acusar o candidato à Presidência de estar envolvido em diversos escândalos. Durante discurso no encontro do movimento Direitos Já!, realizado na Casa de Portugal, em São Paulo, Alckmin afirmou que o banco surgiu e cresceu durante a administração anterior, enquanto seu fechamento ocorreu no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

"O Banco Master nasceu no governo Bolsonaro, cresceu no governo Bolsonaro", declarou Alckmin. O vice acrescentou que, durante a gestão de Lula, a instituição foi fechada e seu controlador, Daniel Vorcaro, preso. As afirmações foram feitas em meio a críticas ao adversário na reta final do segundo turno presidencial.

Alckmin também fez referências a acusações envolvendo Flávio e afirmou que o senador poderia "pedir música no Fantástico", em alusão à quantidade de episódios aos quais tentou associá-lo. "Está envolvido em tudo", disse. O vice citou, entre outros assuntos, suspeitas relacionadas ao INSS, movimentações financeiras, a compra de uma casa de R$ 10 milhões, e o esquema de rachadinha. As acusações foram feitas por Alckmin durante sua fala.

Ao comparar os dois governos, Alckmin acusou a administração Bolsonaro de interferir na atuação da Polícia Federal quando investigações se aproximavam de familiares do então presidente, entre eles, Flávio. Segundo o vice, delegados eram substituídos quando a corporação chegava perto do "filhinho do papai". Em contraposição, defendeu que, no governo Lula, a aplicação da lei não faz distinção entre investigados.

O vice-presidente também dirigiu críticas à relação de adversários políticos com o regime militar. "Quem tem saudades da ditadura não deveria disputar eleição", afirmou, ao defender a democracia e a participação da sociedade civil nas decisões do País.

Em outro momento, Alckmin pediu aos apoiadores de Lula que concentrem os esforços dos últimos dias de campanha no comparecimento às urnas. O vice mencionou os cerca de 33 milhões de eleitores que, segundo ele, se abstiveram no primeiro turno e defendeu que sejam estimulados a participar da votação de domingo, 25.

Alckmin pediu que a mobilização seja feita por meio do diálogo e do convencimento, ressaltando que eleitores que não compareceram à primeira votação podem participar normalmente do segundo turno. Também destacou que, em muitos Estados, a votação será mais rápida por envolver apenas a escolha para presidente.

O discurso foi realizado durante o encontro do Direitos Já!, que reuniu representantes da sociedade civil e lideranças políticas de apoio à reeleição de Lula. Entre os presentes estavam a ex-ministra Marina Silva, a deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) e a ex-ministra Simone Tebet.