A oito dias da eleição de segundo turno no Brasil, a empresária e lobista Roberta Luchsinger, investigada por corrupção e tráfico de influência em conjunto com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, afirmou em entrevista à CNN Brasil que deseja e fará delação premiada quando a Justiça julgar adequado e que responderá, caso o que tenha feito seja considerado crime.
Quanto à vontade de fazer uma delação, afirmou que poderia trazer detalhes que não estão em conversas do WhatsApp e que não poupará ninguém, nem mesmo o filho do presidente.
"Você assiste coisas, vê coisas. Tem como colaborar com coisas que você não participou, mas assistiu", disse Luchsinger, acrescentando que aguarda trâmite legal para que possa começar a delação.
A lobista diz que não poupará nenhum detalhe e que deseja fazer uma delação premiada, pois não é filha do presidente da República e porque tudo o que tem é o seu nome - o qual, segundo ela, está sendo manchado.
Na entrevista, Luchsinger criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva diversas vezes.
Ao afirmar que Lulinha esteve em reuniões com ministros do governo petista "inúmeras vezes", cravou que "um presidente da República que não sabe o que está acontecendo na antessala dele ou é mentiroso, ou senil".
A empresária citou que teve reuniões com inúmeros ministros, como o atual de Comunicações, Frederico Siqueira.
Roberta e Lulinha são alvos de inquérito da Polícia Federal no âmbito das investigações que apuram um esquema de fraudes bilionárias no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sob tráfico de influência no governo federal.

