Um professor foi preso preventivamente pela Polícia Civil na terça-feira (11), em Santarém, no oeste do Pará, suspeito de crimes de estupro de vulnerável e importunação sexual contra crianças e adolescentes. Segundo as investigações, pelo menos oito possíveis vítimas já foram identificadas.
O homem trabalhava como professor na comunidade Pedra Branca, na região do rio Tapajós. A investigação começou após uma vítima procurar a polícia. A partir do primeiro relato, equipes da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e do Núcleo de Apoio à Investigação (NAI) identificaram outros possíveis casos envolvendo o investigado.
Conforme a Polícia Civil, os abusos teriam ocorrido dentro e fora da escola, com a maior parte dos relatos relacionada ao ambiente escolar. Entre as situações investigadas estão a exibição de conteúdo sexual para alunas, toques sem consentimento e comportamentos de cunho sexual.
Após a Justiça decretar a prisão preventiva, o investigado teria deixado a área urbana de Santarém para evitar ser localizado. Policiais realizaram diligências e o encontraram escondido em uma comunidade da região. Ele foi preso e posteriormente encaminhado ao sistema penitenciário, onde permanece à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que o inquérito continua em andamento e busca identificar outras possíveis vítimas. A corporação orienta que pessoas que tenham sido vítimas ou possuam informações sobre os casos procurem as autoridades.
Em nota, a PC disse que o suspeito foi preso preventivamente durante investigação sobre condutas de natureza sexual envolvendo adolescentes e jovens mulheres, principalmente no ambiente escolar onde ele trabalhava como professor. “A investigação começou a partir de uma ocorrência registrada em dezembro de 2025. Até o momento, foram identificadas pelo menos oito possíveis vítimas, algumas delas já ouvidas pela Polícia Civil, além de familiares e testemunhas. Os casos apurados estão relacionados principalmente à Comunidade Pedra Branca e à Escola Nossa Senhora Aparecida, onde o investigado trabalhava, além de outros locais. As investigações continuam para esclarecer os fatos e identificar possíveis novas vítimas”, comunicou.
Defesa
Em nota à imprensa, a defesa do professor confirmou a prisão preventiva e informou que o processo tramita em segredo de Justiça. O advogado Thiago Alexandre Carneiro da Silva afirmou que não pode comentar detalhes da investigação e alegou que parte das informações divulgadas publicamente não corresponde ao conteúdo do procedimento.
A defesa também destacou que o investigado é protegido pelo princípio da presunção de inocência e que a prisão preventiva não representa uma condenação definitiva.
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