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CONTRATOS SUSPEITOS

Polícia Federal investiga fraude de R$ 25 milhões em licitações no Pará

Agentes cumpriram 15 mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (24) nas cidades de Altamira e Vitória do Xingu

O Liberal

24 de setembro de 2026 às 14:37

Modificado em 24 de setembro de 2026 às 16:16

Como parte das medidas judiciais, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens dos investigados no valor aproximado de R$ 3 milhões, com o objetivo de garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos e a perda patrimonial prevista em lei.

Como parte das medidas judiciais, a Justiça Federal determinou o bloqueio de bens dos investigados no valor aproximado de R$ 3 milhões, com o objetivo de garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos e a perda patrimonial prevista em lei. ( Foto: Foto: Divulgação )

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quinta-feira (24), a Operação Simulacro para investigar indícios de irregularidades envolvendo aproximadamente R$ 25 milhões em recursos públicos nos municípios paraenses de Altamira e Vitória do Xingu. A ação apura a possível atuação coordenada de pessoas físicas e empresas criadas para forjar uma aparência de legalidade nos processos licitatórios das cidades.

Para desarticular a suposta rede criminosa, 15 mandados de busca e apreensão foram cumpridos, expedidos pela Justiça Federal. As ordens judiciais abrangeram a região sudoeste do Pará e a cidade de Petrolina, no estado de Pernambuco.

Durante as diligências nas três cidades, as equipes recolheram celulares, computadores e outros materiais que possam ter vínculo direto com os delitos financeiros. Segundo a PF, os suspeitos utilizavam documentos falsos ou adulterados para vencer licitações públicas e dar aparência de legalidade às contratações sob suspeita.

Os equipamentos passarão agora por análise técnica e perícia, com o objetivo de detalhar o funcionamento do esquema, mapear o caminho do dinheiro e identificar oficialmente todos os envolvidos nos processos fraudulentos. Segundo a PF, o nome da operação, "Simulacro", faz referência à tentativa de criar uma falsa realidade sobre a regularidade dos contratos investigados.

Prefeitura de Altamira

Em nota à Redação Integrada de O Liberal, a Prefeitura de Altamira afirmou que a administração municipal, suas secretarias e servidores não foram alvo de mandados de busca e apreensão ou de outras medidas judiciais relacionadas à operação. Segundo o município, as diligências realizadas em Altamira ocorreram em endereços de pessoas que não possuem vínculo com a administração municipal.

A prefeitura também informou que não foi notificada sobre a investigação. "Não há, até o momento, informação de que a apuração envolva servidores municipais ou atos praticados pela atual gestão", afirmou a Ouvidoria Geral do Município.

A gestão municipal declarou ainda que mantém compromisso com a legalidade, a transparência e a correta aplicação dos recursos públicos. "A Prefeitura de Altamira permanece à inteira disposição da Polícia Federal, do Ministério Público e dos demais órgãos de controle e fiscalização", diz o posicionamento.

A Redação Integrada de O Liberal também busca contato com a prefeitura de Vitória do Xingu e aguarda retorno.