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INVESTIGAÇÃO

Polícia apura se Deputado do PL cometeu importunação sexual antes de balear Fred

Além da importunação sexual, Alesp abre inquérito sobre uso irregular de placa oficial em veículo do deputado.

Estadão Conteúdo

20 de outubro de 2026 às 14:07

( Foto: Imagem: Reprodução )

A Polícia Civil de São Paulo investiga se o deputado estadual Marcelo Aguiar (PL) cometeu importunação sexual contra mulheres e se o disparo de arma de fogo ocorrido durante uma confusão em uma casa noturna no Itaim Bibi, na zona sul da capital, foi intencional.

Segundo relatos de testemunhas, o parlamentar teria "cantado" uma mulher que estava em um grupo de amigos no estabelecimento. Os investigadores apuram se a abordagem configura crime de importunação sexual.

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A Polícia Civil também busca esclarecer como ocorreu o disparo durante o bate-boca entre o deputado e homens que estavam na casa noturna. Uma das linhas de investigação é verificar se alguém tentou pegar a arma de Aguiar durante a discussão e se essa movimentação provocou o tiro. Os investigadores ainda apuram quem efetuou o disparo.

O apresentador Fred Bruno, do Globo Esporte, foi atingido de raspão. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ele relatou ter ouvido o disparo e sentido um forte impacto no pé. "Eu estou bem, porém, é algo muito sério", afirmou.

Aguiar foi levado à delegacia na madrugada de segunda-feira, 19, após o episódio. Segundo o registro policial, ele aparentava estar embriagado e teria incomodado frequentadores da festa. Durante a confusão, caiu enquanto estava com uma arma, que disparou dentro do estabelecimento.

A assessoria do deputado, por sua vez, afirmou que ele estava sob efeito de medicamentos fortes, que teriam provocado uma "reação adversa", e que se envolveu em uma discussão. Em nota, negou que ele tivesse sido preso e informou que o parlamentar prestou esclarecimentos à polícia e foi liberado em seguida.

Imagens registradas na chegada do deputado estadual à delegacia mostram policiais militares ajudando o parlamentar a sair da viatura e a caminhar até a entrada do prédio. O deputado aparenta ter dificuldade para se locomover e recebe apoio dos agentes durante o trajeto.

A Polícia Militar apreendeu a pistola Glock G42, calibre .380, utilizada no episódio. Segundo a corporação, o deputado tinha porte de arma válido.

O caso também envolve o uso de identificação oficial da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em um veículo que não integra a frota do Legislativo. Aguiar utilizava um carro da marca chinesa BYD com a placa AL103, destinada oficialmente a um Toyota Corolla, segundo o portal de transparência da Casa.

A Alesp informou que vê o episódio com preocupação e abriu uma apuração interna sobre o possível uso irregular da placa.

As deputadas estaduais Ediane Maria (PSOL) e Monica Seixas (PSOL) também acionaram o Conselho de Ética da Assembleia para que os fatos envolvendo o parlamentar sejam avaliados. O caso é investigado pelo 15º Distrito Policial (Itaim Bibi).