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POLÍCIA

PC apreende R$ 16,3 mil durante operação contra corrupção em Belém e Ananindeua

Seis pessoas foram presas nesta quarta-feira (14), durante ação que também determinou o afastamento de servidores

O Liberal

14 de outubro de 2026 às 19:37

Investigação apura possíveis pagamentos e repasses financeiros relacionados à liberação de licenças e processos administrativos

Investigação apura possíveis pagamentos e repasses financeiros relacionados à liberação de licenças e processos administrativos ( Foto: Divulgação\ ASCOM PC-PA )

Seis pessoas foram presas temporariamente nesta quarta-feira (14), durante a operação “Fariseus”, da Polícia Civil do Pará, em Belém e Ananindeua. A ação investiga suspeitas de corrupção passiva e associação criminosa. Nas buscas, foram apreendidos R$ 16,3 mil em espécie, celulares, computadores e documentos.Os suspeitos estão à disposição da Justiça.

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Ao todo, foram realizados seis mandados de prisão temporária, seis de busca domiciliar, seis de busca pessoal e 16 de afastamento de servidores do exercício de suas funções.

A ação foi coordenada pela Divisão de Repressão à Corrupção e ao Desvio de Recursos Públicos (Decord), vinculada à Diretoria Estadual de Combate à Corrupção (Decor).

A operação “Fariseus” é um desdobramento da investigação “Telecorrupção”, iniciada em 2023. Na época, a  PC apurou suspeitas de que um servidor da Central Municipal de Licenciamento de Empresas de Belém teria cobrado dinheiro de uma empresária para não autuar o estabelecimento por falta de licença.

A análise do celular do investigado revelou conversas sobre liberação de processos e transferências financeiras entre servidores, segundo o delegado Fausto Bulcão, titular da Decor.

“[...] O relatório de extração do dispositivo móvel do alvo identificou conversas sobre procedimentos administrativos, liberação de processos e transferências financeiras, indicando associação criminosa integrada por servidores públicos, o que motivou a representação pela prisão temporária dos investigados e afastamento cautelar das funções públicas de todos os servidores que estavam recebendo a partilha do valor arrecadado ilicitamente”, pontuou.

Repasses financeiros

Segundo as investigações, a quebra de sigilo bancário identificou transferências entre os investigados. A suspeita é de que empresários, contadores e empresas interessados em licenças tenham repassado valores aos servidores.

“A análise indicou que as transferências eram enviadas por empresários, contadores e pessoas jurídicas, interessados nas licenças. As circunstâncias identificadas também revelaram possível participação de outros servidores públicos e particulares, que teriam realizado pagamentos ou intermediado valores destinados aos investigados”, afirmou o delegado.

Outros cinco suspeitos foram identificados em conversas sobre pagamentos, liberação de processos e agilização de licenças.