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Paraense é preso por assalto, agressão e homofobia em Florianópolis

Thiago Lima de Souza Figueiredo, de 26 anos, foi preso por espancar um comerciante em Santa Catarina

O Liberal
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Um paraense foi preso em Florianópolis pela Polícia Civil suspeito pelos crimes de assalto, agressão e homofobia nesta quarta-feira (29). O suspeito identificado como Thiago Lima de Souza Figueiredo, de 26 anos, natural de Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém (RMB). Ele foi preso em operação integrada da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC) e da Polícia Civil por participação no espancamento de um vendedor no bairro Itaguaçu. Outro mandado de prisão segue pendente.

Os policiais militares e civis mapearam os endereços desde junho no continente de Florianópolis. A operação foi deflagrada pelo 22º Batalhão de Polícia Militar em ação integrada com o Setor de Investigação e Capturas (SIC) do Continente, da Polícia Civil de Santa Catarina.

Ao todo, foram expedidos quatro mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão. Os quatro de busca foram cumpridos, e um dos procurados foi preso ainda durante a manhã. As diligências para o cumprimento das demais medidas judiciais seguem em andamento.

Thiago Lima de Souza Figueiredo é apontado como um dos integrantes do grupo que atacou um vendedor no bairro Itaguaçu, em Florianópolis (SC), em junho deste ano. O episódio ganhou ampla repercussão no Estado.

De acordo com o relato da vítima, um homem de 44 anos, graduado em serviço social, um dos suspeitos se aproximou exigindo dinheiro e o aparelho celular. Diante da recusa, o grupo, formado por cerca de seis pessoas começaram a agredi-lo a socos e pontapés.

Durante o ataque, os agressores ainda teriam dirigido ofensas relacionadas à orientação sexual da vítima. Outro teria completado a ameaça enquanto o grupo batia. "Pela voz já dá pra ver que é viadinho. Prepara que você vai apanhar bastante e vai morrer, viadinho", teria dito um dos agressores para a vítima.

O grupo ainda levou o par de tênis e a chave da casa do vendedor. A vítima ficou com vários ferimentos, inclusive no rosto com cortes profundos e sangue. O homem afirmou ter percebido que se tratava de um caso de “ódio gratuito”, com “sinais de homofobia”. O caso permanece sob apuração pelas autoridades competentes.

O setor de inteligência da Polícia Militar levantou elementos que ajudaram a identificar os envolvidos e encaminhou a documentação à Polícia Civil, sugerindo a expedição de mandados de prisão. Do outro lado, o SIC do Continente conduziu a investigação até reunir material suficiente para subsidiar as medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário. As instituições classificam a operação como resultado direto do trabalho integrado entre as duas polícias.

Os objetos apreendidos durante as buscas seguem em análise e podem ajudar a fechar o cerco sobre os demais suspeitos. A investigação trabalha com a hipótese de que o grupo agia em conjunto na região e não descarta a identificação de outros participantes do ataque.

Um segundo mandado de prisão continua pendente de cumprimento. O caso segue em investigação pela Polícia Civil, que deve concluir o inquérito e encaminhar as conclusões ao Ministério Público. As diligências para localizar o outro alvo prosseguem.

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Polícia
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