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POLÍCIA

Operação Contraface prende quatro suspeitos de desviar R$ 392 mil de conta bancária em Marabá

Um dos suspeitos fingiu ser a vítima e conseguiu acesso aos dados bancários para realizar os desvios dos recursos

O Liberal

23 de setembro de 2026 às 22:39

Operação Contraface prendeu quatro suspeitos de realizar furto de R$ 392 mil de conta bancária.

Operação Contraface prendeu quatro suspeitos de realizar furto de R$ 392 mil de conta bancária. ( Foto: Divulgação Polícia Civil )

A Polícia Civil prendeu quatro suspeitos de desviarem R$ 392 mil de uma conta bancária, em Marabá, região sudeste do Pará. As prisões preventivas de Elessandro Carvalho Alves, Juracy José Pereira da Silva, Raimundo Francisco da Silva e Sandro da Costa Sousa foram cumpridas na Operação Contraface, desencadeada na última terça-feira (22/09). A divulgação sobre a operação ocorreu nesta quarta-feira (23). 

De acordo com a Polícia Civil, a investigação identificou que os homens atuaram de forma coordenada para se apropriar indevidamente da identidade da vítima e obter acesso à conta. Para viabilizar a ação criminosa, um deles compareceu ao banco fingindo ser a vítima. Ele apresentou documento falso e conseguiu alterar os dados cadastrais e biométricos do dono da conta. Consequentemente, passou a ter acesso aos mecanismos de movimentação do dinheiro da vítima.

Os criminosos começaram a subtrair o patrimônio da vítima. Utilizando dispositivos eletrônicos do sistema bancário, especialmente caixas eletrônicos, teriam realizado sucessivas transferências. No total, foram furtados R$ 392.700. Os valores foram direcionados para contas vinculadas aos participantes do crime. Algumas das contas haviam sido abertas nos nomes dos próprios suspeitos presos.

As diligências investigativas, aliadas à análise de documentos bancários, imagens de monitoramento, movimentações financeiras e exames periciais especializados, permitiram identificar e individualizar a atuação de cada investigado, fornecendo os elementos que subsidiaram os pedidos de prisão preventiva.

Os homens poderão responder judicialmente por furto qualificado mediante fraude eletrônica ou informática; uso de documento falso; e associação criminosa. Após o cumprimento das ordens judiciais, eles foram conduzidos para a Delegacia de Polícia Civil, onde foram adotadas as providências legais cabíveis e agora estão à disposição do Poder Judiciário.

A investigação foi realizada por meio da Delegacia Especializada em Investigação de Estelionato e Outras Fraudes (DEOF), vinculada à Divisão de Investigações e Operações Especiais (DIOE), com apoio da 21ª Seccional Urbana de Marabá.

Além dos mandados de prisão preventiva, foram cumpridas ordens de busca e apreensão. As determinações foram decretadas pelo Juízo das Garantias do Interior do Estado do Pará, após representação formulada pela Polícia Civil.