Uma mulher identificada como Luzia Carolina Nunes do Espírito Santo foi presa preventivamente na manhã desta terça-feira (13), no bairro do Umarizal, em Belém, suspeita de estelionato. A prisão foi realizada por uma equipe da 2ª Seccional Urbana de São Brás, da Polícia Civil do Pará, em cumprimento a uma ordem judicial.
De acordo com a investigação, o caso envolve uma comerciante que relatou ter conhecido a suspeita por meio de uma página comercial no Instagram. Inicialmente, as duas mantiveram uma relação comercial relacionada à compra de uma bolsa.
Segundo o depoimento da vítima, em 18 de agosto de 2026, a investigada teria solicitado um empréstimo de R$ 10 mil, alegando que mercadorias de sua propriedade estavam retidas pela Receita Federal e que precisava do dinheiro para liberá-las.
Ainda conforme o relato policial, a vítima realizou transferências via Pix que totalizaram R$ 15 mil entre os dias 31 de agosto e 1º de setembro. Após receber os valores, a suspeita teria apresentado diferentes justificativas para o atraso na devolução do dinheiro, mencionando dificuldades bancárias, problemas pessoais e questões relacionadas a cartões e recebíveis comerciais.
A vítima recebeu de volta R$ 5 mil, mas outros R$ 10 mil não teriam sido restituídos. Ela apresentou à Polícia Civil comprovantes de transferências bancárias, mensagens, áudios e outros registros das conversas mantidas com a investigada.
Investigação e prisão preventiva
A prisão preventiva foi decretada pelo Poder Judiciário após representação da autoridade policial responsável pelo caso. Na decisão, foram considerados os indícios de autoria, os comprovantes das transferências e as conversas entre as partes.
A decisão judicial também apontou a existência de apurações envolvendo a investigada por delitos de natureza semelhante, circunstância considerada na avaliação do risco de reincidência. O juízo entendeu que as medidas cautelares alternativas à prisão seriam insuficientes diante das circunstâncias apresentadas.
A mulher foi localizada em sua residência, no Umarizal, e conduzida para os procedimentos legais. Ela permanece à disposição da Justiça. O caso é investigado como possível crime de estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal.

