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Modelo diz que agiu em legítima defesa e nega ter esfaqueado vencedor de concurso no Marajó

Jean Amorim conversou com a reportagem do Grupo Liberal na manhã desta sexta-feira (31) e apresentou a sua versão dos fatos

O Liberal
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A reportagem do Grupo Liberal conversou, nesta sexta-feira (31), com o modelo Jean Amorim, que foi colocado em liberdade por decisão da Justiça após ter a prisão preventiva revogada. Jean foi preso na última segunda-feira (27), quando estava em uma balsa retornando para Belém, onde mora. Ele deixou a unidade prisional na quarta-feira (29) e responderá ao processo em liberdade.

Jean havia sido preso sob suspeita de agredir o influenciador Gui Marajoara, vencedor do concurso Mister Verão 2026, em Ponta de Pedras, no arquipélago do Marajó. Jean alega que não conhecia e nunca teve contato com a vítima antes. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil. A apuração deverá esclarecer as circunstâncias da briga e as responsabilidades dos envolvidos.

Em entrevista ao Grupo Liberal, o modelo apresentou sua versão dos fatos e afirmou que agiu em legítima defesa. Segundo ele, a confusão começou ainda durante o concurso, mas não envolvia Gui Marajoara. Jean disse que o desentendimento era com integrantes da organização do evento por causa da definição da terceira colocação.

De acordo com o modelo, houve um empate entre ele e outro candidato, identificado como Alaff, do município de Soure. Após discussões sobre a pontuação, os dois chegaram a um acordo para dividir a premiação referente ao terceiro lugar. “A confusão não foi com o Guilherme. A confusão foi com outros produtores, porque tinha sumido notas e a gente queria saber quem ia ficar em terceiro lugar. No fim, eu e o Alaff conversamos e dividimos a premiação”, afirmou.

image Jean Amorim, modelo suspeito de agredir Gui Marajoara. (Foto: Thiago Gomes | O Liberal)

Jean contou que, após o encerramento da cerimônia de premiação, Gui Marajoara teria passado a provocar outros participantes. “Quando o Guilherme ganhou a faixa, ele já começou a provocar, não só a mim, como outros candidatos”, declarou.

Segundo Jean, depois de deixar o local do concurso, ele foi até um estabelecimento para comer antes de retornar para Belém, já que viajaria na madrugada seguinte. No local, encontrou Gui Marajoara novamente.

O modelo afirma que um amigo em comum sugeriu que ele fosse conversar com o vencedor do concurso para pedir desculpas pelas discussões anteriores. Jean disse que aceitou a orientação e se aproximou com essa intenção. “Eu fui com todo carinho, com toda a humildade pedir desculpa para ele. Quando eu fui pedir desculpa, ele já começou a me dar um soco. Foi ele que deu o primeiro soco no meu rosto. Depois ele me deu o segundo soco e eu parti para cima dele para me defender”, relatou.

Jean também negou que tenha utilizado uma faca durante a briga. Segundo ele, a informação divulgada nas redes sociais de que teria esfaqueado Gui Marajoara é falsa. “Isso não procede. Nunca procedeu. As páginas de fofoca espalharam que eu tinha dado várias facadas nele. Foi um copo que eu estava na mão. A gente brigou corpo a corpo e o copo quebrou. Foi aí que aconteceu esse acidente. Nunca puxei faca para furar ele, até porque eu não sou de confusão”, afirmou.

Após a confusão, Jean disse que permaneceu no local e, já durante a madrugada, seguiu para a balsa que faria o trajeto de volta para Belém. Segundo ele, a abordagem policial ocorreu durante a viagem. “Os policiais chegaram comigo de boa, explicaram o que tinha acontecido e disseram que eu estava preso. Quero até agradecer à Polícia Civil de lá, que me tratou super bem”, declarou.

O modelo afirmou ainda que os vídeos da confusão são a principal prova de sua versão dos fatos. “Eu quero saber somente da verdade, que eu provei, que eu me defendi. O que importa para mim é que o meu advogado mostrou as provas e eu estou aqui”, disse.

Defesa vai buscar provar a tese de legítima defesa na mesma proporção

O advogado criminalista Rafael Bentes, responsável pela defesa de Jean Amorim, informou que a estratégia será reunir provas durante a investigação para sustentar a tese apresentada pelo cliente. Segundo ele, o inquérito policial ainda está em andamento. “Inicialmente nós entramos com o pedido de revogação da prisão preventiva, que de imediato foi aceito pelo juízo de Ponta de Pedras. Agora iremos reunir provas e levar o nosso contraditório ao processo. O inquérito ainda não terminou. Quando chegar à fase de instrução, apresentaremos nossas teses e nossas provas. Depois haverá a sentença e, caso ela não seja favorável, ainda existe a fase recursal”, explicou.

image Rafael Bentes, advogado de Jean Amorim. (Foto: Thiago Gomes | O Liberal)

Questionado sobre a alegação de legítima defesa, Rafael Bentes afirmou que essa é a principal tese da defesa. “As imagens são claras em demonstrar que houve uma legítima defesa, na qual o Jean sofreu uma agressão inicial e depois repeliu essa injusta agressão de forma proporcional à agressão que sofreu. Isso será demonstrado na instrução, com provas e depoimentos. Ao final, iremos comprovar que houve a legítima defesa e, consequentemente, a absolvição dele”, declarou.

A reportagem do Grupo Liberal tenta contato com a defesa do modelo Gui Marajoara. O espaço segue aberto.

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