A Marinha do Brasil instaurou um inquérito sobre ‘Acidentes e Fatos da Navegação’ para apurar as causas e as circunstâncias do naufrágio do ferryboat São Domingos VI, ocorrido na noite de quarta-feira (21), nas proximidades do Porto de Vila do Conde, em Barcarena, na Região Metropolitana de Belém. A embarcação fazia a travessia entre Belém e Breves, no Marajó, quando afundou. Todos os passageiros e tripulantes foram resgatados com vida.
Segundo nota divulgada nesta quinta-feira (22) pela Capitania dos Portos da Amazônia Oriental (CPAOR), as providências de fiscalização foram adotadas imediatamente após o acidente. Durante uma inspeção realizada na área do naufrágio, a equipe não identificou indícios de poluição hídrica.
Ao todo, 11 pessoas estavam a bordo do ferryboat, sendo quatro tripulantes e sete passageiros. O resgate foi realizado com o auxílio da lancha Serve Porto 8, que atua próximo ao Porto de Vila do Conde. Os prejuízos relatados até o momento são materiais.
A embarcação pertence à empresa TD Navegação Amazonas. De acordo com a Marinha, a proprietária será notificada para adotar as medidas necessárias à reflutuação do ferryboat, procedimento que consiste em retirar a embarcação do fundo da água. A operação deverá seguir as normas da Autoridade Marítima para assistência e salvamento, pesquisa, exploração, remoção e demolição de bens.
O inquérito instaurado pela Capitania dos Portos deverá reunir informações para esclarecer o que provocou o naufrágio e as circunstâncias em que ocorreu. Até o momento, as causas do acidente não foram informadas oficialmente.
A Marinha disponibiliza o Disque Emergências Marítimas e Fluviais, pelo número 185, para o recebimento de informações relacionadas à segurança da navegação, à preservação da vida humana e à prevenção da poluição ambiental. A CPAOR também pode ser acionada pelos telefones (91) 3218-3950 e (91) 98134-3000, este último com atendimento por WhatsApp.
