Um homem foi preso preventivamente pela Polícia Civil na última quarta-feira (7/10), suspeito de praticar o crime de estupro de vulnerável em Belém. De acordo com a PC, a investigação começou depois que a mãe das vítimas, dois adolescentes de 17 e 13 anos de idade, relatou que teria surpreendido o investigado supostamente praticando sexo oral em seu filho mais velho. A partir do episódio, o jovem revelou que estaria sendo submetido a abusos sexuais praticados pelo investigado desde que tinha 12 anos de idade.
“Segundo o relato do adolescente, as práticas teriam se prolongado ao longo dos anos, tendo ele ainda afirmado que se submetia aos abusos com o intuito de proteger seu irmão mais novo, atualmente com 13 anos, para que este não fosse igualmente vitimado”, detalhou a delegada Wendy Braga, responsável pela investigação.
A polícia informou ainda que, no decorrer da investigação, o adolescente de 13 anos também foi ouvido em escuta especializada, ocasião em que relatou também ter sido vítima de abusos sexuais atribuídos ao investigado, os quais, segundo ele, teriam se iniciado quando possuía aproximadamente 9 anos de idade.
“O suspeito era ex-noivo da tia das vítimas e mantinha estreita relação de confiança com a família. Os adolescentes conviviam com ele desde a infância e, em razão do vínculo afetivo estabelecido ao longo dos anos, tratavam-no como figura paterna. Conforme os elementos colhidos durante nossa investigação, os supostos abusos teriam ocorrido, principalmente, nas ocasiões em que o homem levava os adolescentes para sua própria residência, inclusive para pernoites, aproveitando a relação de proximidade e confiança que ele recebia”, finalizou a delegada.
Diante dos elementos reunidos no curso da investigação, foi representada pela decretação da prisão preventiva do homem, medida cautelar deferida pelo Juízo da 1ª Vara de Crimes contra a Dignidade Sexual de Crianças e Adolescentes, que foi devidamente cumprida pela Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (DEACA) da Santa Casa.
Após o cumprimento da ordem judicial, foram adotadas as providências legais pertinentes, permanecendo o investigado à disposição do Poder Judiciário.