A Polícia Civil do Pará prendeu preventivamente, nesta quarta-feira (7), um homem de 35 anos investigado por extorsão e ameaça contra homens que conhecia por meio de aplicativo de relacionamento, em Belém. A prisão ocorreu durante a Operação Cavalo de Troia, deflagrada pela Delegacia de Proteção ao Turista (DPTur), vinculada à Divisão de Investigações e Operações Especiais (Dioe).
Segundo as investigações, o suspeito, identificado como Josué da Cruz Nascimento, estabelecia contato com as vítimas por meio de aplicativo de relacionamento e marcava encontros em ambientes reservados. Após os encontros, ele teria passado a exigir o pagamento de um suposto “programa” que não havia sido previamente combinado, utilizando ameaças para pressionar as vítimas a realizar transferências via Pix.
Até o momento, duas vítimas foram identificadas. Uma delas é um turista de São Paulo (SP), que teria sido abordado em um meio de hospedagem em Belém. A outra vítima é moradora da capital paraense e relatou temor de possíveis represálias.
O investigado se apresentou, por volta das 11h07 desta quarta-feira, na sede da DPTur, localizada na Estação das Docas, onde foi informado sobre o mandado de prisão e seus direitos constitucionais. Em seguida, a prisão preventiva foi cumprida.
Também foi realizada uma busca na residência do investigado, no bairro da Pedreira, onde os policiais apreenderam um aparelho celular. O equipamento foi lacrado e deverá passar por extração pericial de dados, mediante autorização judicial.
Após ser submetido a exame de corpo de delito no Instituto Médico Legal (IML), Josué foi encaminhado à Central de Triagem da Marambaia, da Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), onde permanece à disposição da Justiça para audiência de custódia.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e que apura a possibilidade de outras vítimas. Os investigadores analisam, inclusive, uma possível lista de homens que podem ter sido abordados pelo mesmo suspeito, a partir das informações que forem encontradas no aparelho apreendido e dos demais elementos reunidos durante o inquérito.
A operação recebeu o nome de “Cavalo de Troia” em referência à estratégia atribuída ao investigado, que utilizaria os aplicativos de relacionamento para estabelecer contato e, posteriormente, surpreender as vítimas com as exigências e ameaças.
A Polícia Civil orienta que possíveis vítimas procurem a delegacia para registrar ocorrência e contribuir com as investigações.
