A Operação Paternidade da Polícia Civil prendeu na manhã desta quinta-feira (18) um homem que teve a prisão preventiva solicitada pela Polícia Civil e decretada pela Justiça e Ministério Público por violentar, desde 2017, a enteada que atualmente tem 12 anos de idade. O ocorrência foi registrada na Seccional da Pedreira, no bairro da Pedreira e ele será encaminhado para o Centro de Triagem da Cremação.
O crime teria sido descoberto pela família. O delegado Daniel Castro conta que a criança escreveu uma carta pedindo socorro e enviou para a igreja que frequenta. Uma das responsáveis pela instituição - que não quis se identificar e também não citar a igreja - leu a carta e entregou para a mãe da vítima. Isso ocorreu no dia 23 de março, data em que a mãe da criança procurou a delegacia.
Após a denúncia a criança foi encaminhada para atendimento psicossocial junto ao Propaz e realizou um exame sexólogo forense. O laudo constou positivo para estupro. A partir desse momento foi instaurado uma cautelar sigilosa de prisão preventiva e solicitada a prisão do investigado.
Segundo o delegado Daniel Castro, o acusado não confessou o crime durante o depoimento e afirmou sofrer de disfusão erétil, justificando que devido isso a execução do crime se tornaria impossível. Procurado pela reportagem de O Liberal, o acusado não quis se pronunciar.
"Os laudos comprovam a violência. Além disso, a criança tentou se suicidar três vezes. Quando uma criança ou adolescente tenta contra sua vida é uma forma de externar que algo está errado e precisa de ajuda", afirma o delegado.
O delegado citou que, segundo o depoimento da vítima, o acusado teria "passado a mão" nas partes íntimas da irmã mais nova, que tem quatro anos, por diversas vezes. Essa acusação provocou suspeisas e a investigação foi ampliada. A menina de quatro anos foi encaminhada para perícia, mas o resultado do exame ainda não foi liberado.

