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POLÍCIA

Grupo ocupa novamente fazenda após menos de 72 horas do cumprimento de reintegração de posse

Seis pessoas foram presas em flagrante

Redação Integrada

27 de novembro de 2019 às 11:36

( Foto: Ascom Polícia Civil )

Pessoas que integram o movimento Sem-Terra teriam invadido novamente a Fazenda Três Lagos, na zona rural de Rondon do Pará, após terem sido retirados do local a menos de 72 horas em cumprimento de reintegração de posse lavrado pela Vara Agrária de Marabá. De acordo com a Polícia Civil, a Delegacia de Conflitos Agrários precisou intervir no caso, após receber a denúncia de invasão do local após a reintegração. A denúncia, segundo a polícia, também falava sobre constrangimento ilegal e ameaça contra os proprietários da Fazenda.

Diante da situação, caracterizada pela polícia como um caso de conflito agrário, a Delegacia de Conflitos Agrários (DECA), com apoio do SIME/MBA, deflagrou a operação "Lagos", deslocando três equipes para o local. Ao chegarem na fazenda, os policiais constataram a reocupação por cerca de 50 integrantes do movimento.

Segundo a polícia, quando as viaturas se aproximaram, três pessoas do grupo foram vistas armadas fazendo a segurança do acampamento. Uma perseguição iniciou e os três, identificados como José Ribamar de Oliveira, Welton Trindade de Sousa e Ednilson Paixão dos Santos, foram presos e responderão por porte ilegal de arma de fogo, desobediência à ordem judicial e esbulho possessório.

As outras equipes entraram na área da fazenda e, nesse momento, segundo a polícia, integrantes do movimento foram vistos em fuga. Uma nova perseguição se iniciou e foram presos em flagrante outras duas pessoas: José Rodrigues de Sousa Neto e Adão Alves da Silva, também por porte ilegal de arma, desobediência à ordem judicial e esbulho possessório.

Durante a fiscalização no galpão onde se concentrava a maior parte do grupo, os policiais encontraram uma mochila que seria de José Newton Viana da Silva, onde estava escondida uma arma tipo rajada com 21 munições calibre 28. O dono da mochila recebeu voz de prisão por porte ilegal de munição, desobediência à ordem judicial e esbulho possessório. Também foram apreendidas durante as buscas quatro armas de fogo e outras munições.

De acordo com a Polícia Civil, após as prisões e apreensões, "a autoridade policial reuniu com os outros integrantes do movimento e iniciou a mediação com o objetivo de esclarecer a situação flagrancial de esbulho e desobediência que todos ali se encontravam". "Após cerca de três horas e meia de negociações, a DECA conseguiu convencer os integrantes do movimento a desocuparem a propriedade rural de forma pacífica", completa o relatório, que informa ainda que a operação, que iniciou às 06h de terça-feira (26), foi finalizada às 00h30 de quarta-feira (27), após condução dos presos em flagrante e tomada das demais medidas cabíveis.