Uma adolescente de 17 anos foi apreendida pela Polícia Civil na última quarta-feira (21/10), suspeita de envolvimento em uma tentativa de homicídio envolvendo disputa de território entre facções criminosas em Cachoeira do Arari, no Marajó. O crime em questão ocorreu na terça (20/10), quando um homem, de nome não revelado, foi baleado e socorrido logo depois.
Conforme a PC, as apurações apontaram que a vítima teria sido atraída para um encontro previamente combinado com a adolescente, perto de uma arena. Quando o homem chegou ao local, foi surpreendido por outros dois homens armados, que atiraram contra ele. Os disparos o atingiram na região abdominal e nas costas.
Depois de ser alvejada, a vítima buscou abrigo em uma área de mata, onde permaneceu escondida até que os suspeitos deixassem o local. Ela foi conduzida ao Hospital Municipal de Cachoeira do Arari. Até o começo da manhã desta quinta-feira (22/10), o estado de saúde atualizado do homem alvo do atentado não havia sido divulgado.
A Polícia Civil informou ainda que elementos colhidos na investigação demonstraram que o crime teria sido motivado por conflitos relacionados à disputa territorial entre organizações criminosas rivais, identificadas como Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo as autoridades, a vítima estaria, supostamente, promovendo a divulgação de símbolos e mensagens associados ao PCC no município, circunstância que teria provocado descontentamento entre indivíduos vinculados ao grupo rival. Por conta disso, o homem teria sido submetido a um “decreto”, expressão utilizada no meio criminoso para indicar que determinada pessoa foi marcada como alvo de uma ação violenta, ainda conforme as apurações da PC.
As apurações apontaram que a adolescente apreendida na ação teria conhecimento prévio de que a vítima havia sido marcada como alvo e, ainda assim, combinado o encontro e deixado de comparecer ao local, conforme previamente ajustado com outro indivíduo. A Polícia Civil segue atrás de outras pessoas que possam ter ligação no crime, além de esclarecer a dinâmica da ação criminosa e apurar as respectivas responsabilidades. Até agora, nenhuma pessoa foi presa no caso.
