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POLÍCIA

Corpos encontrados em embarcação no litoral do Pará ainda não foram identificados, diz PF

Ainda segundo a Polícia Federal, também não é possível precisar - oficialmente - o número de corpos que estavam na embarcação

O Liberal

15 de abril de 2024 às 13:39

Equipe do IML na noite do último domingo (14) no momento em que encontraram mais um corpo

Equipe do IML na noite do último domingo (14) no momento em que encontraram mais um corpo ( Foto: Erlan Gatinho / Especial para O Liberal )

Os corpos encontrados em um barco à deriva na manhã do último sábado (13), na região do Tamatateua, no município de Bragança, no litoral paraense, ainda não foram identificados. A informação foi detalhada pela Polícia Federal (PF) nesta segunda-feira (15). A embarcação foi encontrada por pescadores da região com alguns corpos já em decomposição, na área pertencente à região do Salgado, no nordeste do Pará.

“Até o momento, não é possível precisar o número de corpos na embarcação, nem fornecer indicativos da nacionalidade do barco e das pessoas a bordo”, detalha a PF.A embarcação foi levada para a terra firme, no município de Bragança, no domingo (14). Os trabalhos de busca e resgate da embarcação com as vítimas seguiram das 7h às 23h30, horário em que a equipe chegou ao porto de Vila do Castelo.

Participaram das ações uma embarcação da Marinha e um bote dos Bombeiros Militares de Bragança, e agentes da Guarda Municipal, Defesa Civil municipal, Polícia Científica do Pará, além de equipes do Departamento Municipal de Mobilidade Urbana e Trânsito de Bragança. Os corpos serão levados para o Instituto Médico Legal (IML) de Bragança para início dos trabalhos de identificação. Também será feita perícia na embarcação.

Exames

“Após a remoção do barco, serão realizados os exames médico-legais e outros, visando à identificação de todas as vítimas, seguindo o protocolo internacional de Identificação de Vítimas de Desastres da Interpol (DVI)”, destaca, ainda, a PF. O protocolo permite a identificação das vítimas mesmo em estado de decomposição avançado, por meio da utilização de amostras de DNA, impressões digitais, características físicas, registros odontológicos e reconhecimento de objetos pessoais.

Os peritos criminais federais da PF no Pará trabalharão em conjunto com a equipe precursora de DVI da PF, composta por peritos criminais federais e papiloscopistas policiais federais do Instituto Nacional de Criminalística (INC) e do Instituto Nacional de Identificação (INI), em Brasília. Em um vídeo divulgado por habitantes da região, filmado no momento em que a embarcação foi encontrada, fala-se que havia cerca de 20 corpos no barco, e que eles estariam já em estado avançado de decomposição.

Abertura de investigações

Em nota, o Ministério Público Federal (MPF) no Pará informou que foi determinada a abertura de duas investigações sobre o caso. "Uma investigação criminal foca em eventuais crimes cometidos e na responsabilização penal de autores. A investigação cível concentra-se em questões de interesse público e na proteção de direitos que não necessariamente envolvem crimes", explica o MPF