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POLÍCIA

Caso Yasmin: julgamento de Lucas Magalhães ocorre no próximo mês, em Belém

O caso ocorreu em 12 de dezembro de 2021, durante um passeio de lancha no rio Maguari. A família da jovem aguarda pelo julgamento há mais de quatro anos

O Liberal

14 de julho de 2026 às 17:27

Lucas responde pelos crimes de homicídio com dolo eventual, posse e disparo de arma de fogo e fraude processual.

Lucas responde pelos crimes de homicídio com dolo eventual, posse e disparo de arma de fogo e fraude processual. ( Foto: Reprodução / Redes sociais )

No dia 25 de agosto, Lucas Magalhães, acusado de envolvimento na morte da influenciadora digital Yasmin Fontes Cavaleiro de Macêdo, será julgado no Fórum Criminal de Belém. O caso ocorreu em 12 de dezembro de 2021, durante um passeio de lancha no rio Maguari. Após o corpo ser encontrado no dia seguinte, as investigações apontaram afogamento, com o dono da lancha, Lucas Magalhães, indiciado e confirmado para júri popular por dolo eventual.

Eliene Cristine, mãe da estudante de medicina veterinária, disse à Redação Integrada de O Liberal que a expectativa dela e de toda a família é a melhor possível. “Devido aos recursos todos terem sido negados aqui (Belém) e em Brasília, estamos muito confiantes na justiça. Principalmente porque ele (Lucas) não conhece, assim como nós, os jurados (que são sete). Isso nos dá muita esperança. Estamos todos muito ansiosos e confiantes”, contou ela, que aguarda há mais de quatro anos pelo desfecho do julgamento.

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No último final de semana, Lucas foi visto aproveitando o veraneio em Salinópolis, no nordeste do Pará. Para a reportagem, o advogado Francelino Neto, que representa a defesa do acusado, esclareceu que o cliente “cumpre religiosamente” todas as obrigações impostas pelo Poder Judiciário, incluindo o horário de recolhimento, comparecimento perante o juízo todos os meses e de informar o juiz em caso de ausência por mais de oito dias.

Com relação ao julgamento, Neto destacou que a defesa “aguarda com serenidade a proximidade do julgamento e mantém a mesma postura adotada desde o início do processo: confiança nas instituições e no Poder Judiciário”.

“Nossa expectativa é de que o julgamento ocorra com absoluta observância da Constituição, das garantias do devido processo legal e, sobretudo, das provas efetivamente produzidas e constantes no processo. Temos convicção de que a decisão será tomada de forma técnica, imparcial e coerente com os elementos constantes do processo, sem influência de fatores externos ou da repercussão do caso”, acrescentou.

O caso

Lucas Magalhães é acusado de ser o responsável pela morte de Yasmin durante um passeio de lancha, organizado por ele e que contou com 19 pessoas a bordo. O corpo da influenciadora foi encontrado somente no dia seguinte ao desaparecimento. Magalhães é o dono da embarcação em que Yasmin esteve antes de cair no rio. Após 11 meses da morte da jovem, Lucas foi preso pelos crimes de homicídio por dolo eventual, fraude processual, porte ilegal de arma de fogo e disparo de arma de fogo. Em março de 2023, por determinação da Justiça, ele foi solto.