Luiz Felipe Magno Paraense da Costa, de 30 anos, será submetido a um novo julgamento pelo Tribunal do Júri na próxima segunda-feira (9), em Belém. Ele é acusado de matar por estrangulamento Priscyla Soares Gomes, de 29 anos, encontrada morta em fevereiro de 2023, no apartamento onde morava, no bairro do Mangueirão, na capital paraense.
A sessão está marcada para começar às 8h, no salão do júri do Fórum Criminal de Belém, sob a presidência do juiz Cláudio Hernandes Silva Lima. Cerca de 12 testemunhas devem prestar depoimento.
O réu responde por homicídio qualificado e fraude processual. Conforme a denúncia, Priscyla foi morta por asfixia mecânica mediante estrangulamento, e a cena do crime teria sido alterada posteriormente para simular um suicídio. Na época, Luiz Felipe teria alegado que a jovem havia tirado a própria vida, hipótese que foi negada por familiares e amigos.
As investigações da Polícia Civil apontaram para a ocorrência de um homicídio. O laudo pericial identificou sinais de asfixia mecânica no corpo da vítima. A denúncia também descreve lesões que indicariam uma possível luta corporal antes da morte.
Adiamento de julgamento
Este será o segundo julgamento do caso. A primeira sessão, realizada no Fórum Criminal de Belém, terminou sem sentença no dia 4 de setembro deste ano, após o juiz Cláudio Hernandes Silva Lima dissolver o Conselho de Sentença e determinar uma perícia em vídeos e fotografias relacionados ao crime.
Durante a sessão, o magistrado informou aos jurados que havia tomado conhecimento da existência de páginas no Instagram com imagens que mostrariam o corredor do apartamento onde Priscyla foi encontrada morta. Como o material não fazia parte dos autos do processo, foi determinada uma análise técnica para verificar seu conteúdo e preservar os direitos tanto da vítima quanto do acusado.
A decisão de encerrar o julgamento ocorreu antes que os jurados pudessem decidir sobre a responsabilidade criminal do réu. Com a realização da perícia e a inclusão do laudo no processo, uma nova sessão foi marcada.
Investigação
Durante a primeira sessão do Tribunal do Júri, um médico legista ouvido como testemunha afirmou que a morte de Priscyla não foi suicídio. O delegado responsável pela investigação também prestou depoimento e relatou ter visto imagens que, segundo ele, mostrariam Luiz Felipe no local do crime.
A defesa, por sua vez, apresentou uma testemunha que afirmou manter uma relação de amizade e envolvimento afetivo com o acusado havia cerca de cinco ou seis meses. Ela declarou que, na data do crime, Luiz Felipe teria ido buscá-la no trabalho, em um shopping, e passado a noite na casa dela, apresentando a versão como álibi para o período em que a vítima teria sido morta.
O novo julgamento deverá reunir os depoimentos das testemunhas e a análise das provas reunidas durante a investigação para que os jurados decidam sobre as acusações contra o réu.
Prisão
Luiz Felipe foi preso em São Paulo, em fevereiro de 2025, após ser apontado como suspeito do assassinato. Ele permanece detido e responde às acusações na Justiça.
