A Polícia Militar do Pará conta com cães treinados para atuar em diferentes ocorrências policiais de grande complexidade na Região Metropolitana de Belém e no interior do estado. Um dos métodos que os policiais utilizam com os cachorros do Batalhão de Ações com Cães (Bac) após a identificação de odores, como, por exemplo, de entorpecentes, é o de "recompensa", seja com um brinquedo ou um petisco, como forma de estimular o instinto de caça. Para que possam ter um desempenho adequado nos treinamentos e nas operações, a corporação mantém uma alimentação saudável para os animais e diversos cuidados. { "_type": "gallery", "title" : "cães bac especial ", "galleryId": "gallery-3614924-7-132834", "images": [ { "baseUrl": "/image/contentid/policy:1.1173186:1790360568/image/20260920XATUCAESFAREJADORES%20-%20FOTOS%20-%20IVAN%20DUARTE%20(60).JPG?\$p=618ab8e", "caption": "Foto: Ivan Duarte | O Liberal", "byline": "" } , { "baseUrl": "/image/contentid/policy:1.1173185:1790360545/image/20260920XATUCAESFAREJADORES%20-%20FOTOS%20-%20IVAN%20DUARTE%20(66).JPG?\$p=411ac0e", "caption": "Foto: Ivan Duarte | O Liberal", "byline": "" } , { "baseUrl": "/image/contentid/policy:1.1173184:1790360515/image/20260920XATUCAESFAREJADORES%20-%20FOTOS%20-%20IVAN%20DUARTE%20(81).JPG?\$p=0f3147f", "caption": "Foto: Ivan Duarte | O Liberal", "byline": "" } , { "baseUrl": "/image/contentid/policy:1.1173183:1790360483/image/20260920XATUCAESFAREJADORES%20-%20FOTOS%20-%20IVAN%20DUARTE%20(48).JPG?\$p=c4d4425", "caption": "Foto: Ivan Duarte | O Liberal", "byline": "" } , { "baseUrl": "/image/contentid/policy:1.1173182:1790360436/image/20260920XATUCAESFAREJADORES%20-%20FOTOS%20-%20IVAN%20DUARTE%20(54).JPG?\$p=2d1caec", "caption": "Foto: Ivan Duarte | O Liberal", "byline": "" } , { "baseUrl": "/image/contentid/policy:1.1173181:1790360419/image/20260920XATUCAESFAREJADORES%20-%20FOTOS%20-%20IVAN%20DUARTE%20(44).JPG?\$p=f8aa90d", "caption": "Foto: Ivan Duarte | O Liberal", "byline": "" } , { "baseUrl": "/image/contentid/policy:1.1173180:1790360402/image/20260920XATUCAESFAREJADORES%20-%20FOTOS%20-%20IVAN%20DUARTE%20(30).JPG?\$p=a8c0e3d", "caption": "Foto: Ivan Duarte | O Liberal", "byline": "" } , { "baseUrl": "/image/contentid/policy:1.1173179:1790360386/image/20260920XATUCAESFAREJADORES%20-%20FOTOS%20-%20IVAN%20DUARTE%20(38).JPG?\$p=c575892", "caption": "Foto: Ivan Duarte | O Liberal", "byline": "" } , { "baseUrl": "/image/contentid/policy:1.1173178:1790360315/image/20260920XATUCAESFAREJADORES%20-%20FOTOS%20-%20IVAN%20DUARTE%20(31).JPG?\$p=892c2af", "caption": "Foto: Ivan Duarte | O Liberal", "byline": "" } , { "baseUrl": "/image/contentid/policy:1.1173177:1790360314/image/20260920XATUCAESFAREJADORES%20-%20FOTOS%20-%20IVAN%20DUARTE%20(33).JPG?\$p=1bd70ee", "caption": "Foto: Ivan Duarte | O Liberal", "byline": "" } , { "baseUrl": "/image/contentid/policy:1.1173176:1790360300/image/20260920XATUCAESFAREJADORES%20-%20FOTOS%20-%20IVAN%20DUARTE%20(25).JPG?\$p=7880ce0", "caption": "Foto: Ivan Duarte | O Liberal", "byline": "" } , { "baseUrl": "/image/contentid/policy:1.1173175:1790360289/image/20260920XATUCAESFAREJADORES%20-%20FOTOS%20-%20IVAN%20DUARTE%20(8).JPG?\$p=b403369", "caption": "Foto: Ivan Duarte | O Liberal", "byline": "" } , { "baseUrl": "/image/contentid/policy:1.1173174:1790360259/image/20260920XATUCAESFAREJADORES%20-%20FOTOS%20-%20IVAN%20DUARTE%20(1).JPG?\$p=76ac485", "caption": "Foto: Ivan Duarte | O Liberal", "byline": "" } ] } Segundo o tenente-coronel Adriano Rayol, comandante do Bac, os cães também atuam em vias fluviais e estradas, na identificação de drogas que possam estar transportadas em balsas e caminhões. VEJA MAIS Filhotes nascidos em canil da PM são treinados para atuar em operações especiais no Pará A ninhada com nove filhotes da raça Pastor-belga Malinois devem integrar operações envolvendo o faro, busca e captura e outras habilidades do serviço operacional Base Fluvial Candiru apreende mais de 80 quilos de drogas em Óbidos Ação integrada contou com apoio do cão farejador Tupã e resultou na apreensão de skank e haxixe durante fiscalização no rio Amazonas Mais de 12 kg de maconha são apreendidos em ar-condicionado dentro de embarcação em Óbidos Equipes policiais da Base Candiru encontraram a droga, que tinha como destino a cidade de Santarém Além desse tipo de situação, o Bac possui outras formas de trabalho. Uma delas é a busca por pessoas desaparecidas ou que estejam sendo procuradas pelas forças de segurança. “Nós atuamos também com os nossos cães na modalidade de explosivo, em que eles identificam material explosivo, junto com o Batalhão de Operações Especiais (Bope), da Polícia Militar”, detalhou Rayol. Processo de formação do cão policial Existem três formas pelas quais o cão começa a fazer parte da PM. Segundo Adriano, pode ser por meio de uma “produção própria”, da “compra” ou doação, que costuma vir de um canil de referência. A partir daí, até os dois anos do cachorro, é iniciada a formação dele. “Nesse período, é feito o vínculo do ‘semovente’ (cão) com o ser humano, em que passa por vários processos de adestramento e manejo, para que se torne um policial pronto para atuar”, informou o comandante. A imagem em destaque mostra o tenente-coronel Adriano Rayol, comandante do Batalhão de Ações com Cães (Bac). (Foto: Ivan Duarte | O Liberal) Segundo ele, todo o processo de formação é feito com muito cuidado entre a pessoa e o cão policial, que é tratado com o mesmo carinho e profissionalismo que os demais agentes, respeitando a integridade do animal. “Normalmente, o cão tem vínculo afetivo com um policial mais próximo, que é o homem-cão. Porém, temos uma equipe que atua com esse cão. No geral, todos do batalhão conseguem manejá-los”, relatou. Mesmo após a formação do cão, o treinamento dele é diário, o que inclui “brincadeira” — forma de diversão que os animais entendem a busca por entorpecentes —, momento do banho, visita com a médica veterinária e caminhada. “O cão que faz busca ou captura de alguém treina o venteio (técnica em que o cão usa o faro para detectar partículas de odor humano que viajam pelo ar ou de substâncias). Existe o treinamento de narcótico, em que ele é treinado para indicar onde está o material entorpecente, em que faz a procura por meio do olfato canino, facilitando o nosso trabalho”, esclareceu. Para lidar com essas ocorrências complexas, os agentes necessitam que os cães sejam de um porte maior. Por conta disso, as raças utilizadas no BAC são pastor-alemão, pastor-belga-malinois e labradores. O comandante da unidade disse que está sendo feita a compra de um casal de pastor holandês. De acordo com Adriano, a idade máxima de um cão dentro do Bac é de oito anos. Depois disso, o animal se aposenta e, na maioria dos casos, fica com o agente que o treinou. Resultados expressivos Rayol revelou que a maior parte dos atendimentos do batalhão é nas ocorrências de tráfico de drogas, em apreensões feitas nas bases fluviais da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup), principalmente na Candiru, que funciona em Óbidos, no Baixo Amazonas, ou na Antônio Lemos, em Breves, no Marajó. Com os expressivos resultados, Adriano informou que a unidade ganhou destaque nacional e tornou-se referência a outros canis brasileiros na atuação em bases fluviais. Cerca de 35 tabletes de maconha são localizados por cão farejador em ônibus na BR-155, em Marabá A ação ocorreu na tarde deste sábado (29), após fiscalização da PRF e PM Cão farejador localiza 30 kg de maconha e cocaína escondidos em carro na BR-316, em Castanhal A ação ocorreu na tarde desta sexta-feira (29), na barreira de fiscalização da Polícia Rodoviária Federal Mascote do Grupamento Fluvial, Jay-Z terá novos "cãopanheiros" de missões Cão farejador da Polícia Militar, o pastor belga Malinois teve atuação fundamental na apreensão de mais de uma tonelada de drogas pela equipe da Base Antônio Lemos, na Ilha do Marajó “Ano passado, foram oito mil toneladas de entorpecentes apreendidas. Neste ano, estamos com mais de duas toneladas apreendidas decorrentes do emprego dos cães policiais. Hoje temos 23 cães policiais no nosso quartel, que realizam todas essas modalidades (identificação de material entorpecente, identificação de material explosivo e buscas). Temos sete cães voltados só para essa demanda de narcóticos e que também atuam na Região Metropolitana, nas bases fluviais e ocorrências de tráfico de drogas”, pontuou. Treinamento O segundo-sargento J. Silva demonstrou o treinamento de farejadores na identificação de drogas. Ele desmistificou a informação de que os cães fazem uso de drogas durante os treinamentos ou operações. “No treinamento dos nossos cães, utilizamos auxiliares de treino, os quais são desenvolvidos em laboratório para que a gente tenha total segurança no treinamento deles e evite o contato direto (com a droga). Os nossos materiais sempre vão ter três barreiras de contenção. O cão só tem contato com as moléculas de odor que evaporam (do entorpecente)”, explicou. A imagem em destaque mostra o segundo-sargento J. Silva, do Bac. (Foto: Ivan Duarte | O Liberal) De acordo com o sargento, existem inúmeras etapas nesse treinamento até chegar ao momento de apresentar a droga para o animal. “Precisa seguir protocolos de segurança e de treino tanto para nós quanto para os cachorros”, acrescentou. Silva comentou ainda que, quando o cão encontra o odor de um entorpecente, o animal está ciente de que será recompensado por isso, seja um brinquedo ou um petisco, como forma de estimular o instinto de caça. “Aqui não é nada forçando o cachorro, sempre de forma motivacional”, ressaltou. Cuidados veterinários A imagem em destaque mostra a capitã e médica veterinária Marina de Brito Coutinho. (Foto: Ivan Duarte | O Liberal) A capitã e médica veterinária Marina de Brito Coutinho explicou que todos os cães precisam ser inspecionados diariamente para que possam treinar e operar de forma saudável. “Eles são pesados regularmente, mantêm uma alimentação adequada. É feito o cálculo de ingestão de alimentação para cada cão proporcionalmente à sua demanda de treinamento, bem como a suplementação de vitaminas. Tudo para que eles consigam corresponder ao que precisam no trabalho”, destacou. Segundo Coutinho, além desses cuidados, é feito um check-up periódico para avaliar se o cão ainda está em condições de trabalhar. “Se algum animal apresentar qualquer alteração clínica, como, por exemplo, voltar de uma operação mancando, esse cão é baixado e passa por exames até que ele possa ser liberado para o treinamento. Nenhum cão vai ser liberado para treinamento ou trabalho se tiver alguma alteração clínica, sinal de dor ou desconforto”, concluiu.