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CONFUSÃO

Brigas entre militantes durante atos políticos são registradas em Belém

Confusões envolvendo motivações políticas foram registradas na noite desta quarta-feira (21), na capital paraense; um homem foi detido

O Liberal

21 de outubro de 2026 às 23:41

Um homem foi detido na avenida Visconde de Souza Franco e militantes brigaram na Pedro Álvares Cabral, em Belém, na noite desta quarta-feira (21).

Um homem foi detido na avenida Visconde de Souza Franco e militantes brigaram na Pedro Álvares Cabral, em Belém, na noite desta quarta-feira (21). ( Foto: Reprodução Redes Sociais )

Duas ocorrências envolvendo conflitos e motivações políticas foram registradas na noite desta quarta-feira (21), em Belém. A primeira foi uma briga entre apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), no bairro do Telégrafo. A segunda envolveu a denúncia de uma suposta ameaça com arma de fogo contra estudantes na avenida Visconde de Souza Franco, conhecida como Doca, no bairro do Reduto.

Vídeos mostram confronto entre apoiadores no Telégrafo

O confronto ocorreu na avenida Pedro Álvares Cabral, uma das principais vias da capital paraense. A ação foi registrada em vídeos que circulam nas redes sociais. As imagens mostram pessoas trocando socos e chutes, além de arremessarem objetos durante a confusão. Bandeiras também teriam sido utilizadas para atingir os adversários.

Até o momento, as circunstâncias que levaram ao confronto generalizado não foram esclarecidas.

Homem é apontado como suspeito de ameaçar estudantes na Doca

Também na noite desta quarta-feira (21), a Polícia Militar (PM) deteve um homem após uma ocorrência durante uma manifestação política na esquina da avenida Visconde de Souza Franco, a Doca, em Belém. Segundo relatos de testemunhas, ele teria sacado uma arma de fogo e ameaçado estudantes que participavam do ato. O veículo associado ao suspeito tinha adesivos do candidato Flávio Bolsonaro.

De acordo com os relatos, o homem estaria participando de uma manifestação em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República quando teria sacado a arma e ameaçado o grupo de estudantes, que se manifestava pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em nota, o homem citado na ocorrência contestou essa versão e negou ter sacado uma arma contra os estudantes. Ele afirmou que o episódio envolveu uma fiscalização por excesso de potência sonora e que seu equipamento de som foi recolhido pelos agentes.

Homem citado na ocorrência divulga nota de esclarecimento

Após a circulação de vídeos e informações sobre o caso, o homem identificado como Luizinho Rex Sonoro divulgou uma nota na qual nega ter sido preso por ameaçar estudantes com uma arma de fogo. Segundo ele, o equipamento de som foi apreendido durante uma fiscalização relacionada ao volume do áudio.

Confira a íntegra do esclarecimento:

“Venho esclarecer que são falsas as informações divulgadas junto ao vídeo do momento da apreensão do meu equipamento de som, afirmando que fui preso por sacar uma arma contra estudantes que representavam outro partido político.

O que realmente aconteceu foi uma fiscalização por excesso de potência sonora. Colaborei com os agentes, interrompi imediatamente a reprodução do som e não ofereci resistência. O equipamento foi recolhido em razão do limite de potência sonora, conforme consta no registro da ocorrência.

A divulgação desse vídeo, associada a uma acusação dessa gravidade e apresentada como se tivesse ocorrido contra estudantes que representavam outro partido político, prejudica minha imagem, minha reputação e meu trabalho como operador de som, profissão da qual tiro meu sustento e pela qual sou contratado por terceiros.

Peço que não compartilhem informações falsas ou vídeos fora de contexto. A verdade dos fatos deve prevalecer, independentemente de posicionamentos ou disputas políticas.

Respeito à verdade é respeito às pessoas. Assinado: Luizinho Rex Sonoro”

Polícias são procuradas para esclarecer os casos

O Grupo Liberal solicitou informações à Polícia Militar e à Polícia Civil (PC) para esclarecer se houve prisões em decorrência da briga registrada na avenida Pedro Álvares Cabral e obter mais detalhes sobre a ocorrência envolvendo o homem citado no caso da Doca de Souza Franco.

Até a publicação deste texto, não havia informações adicionais sobre as providências adotadas pelas autoridades em relação aos dois episódios.