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CORRUPÇÃO

Bolsas de luxo, cirurgias e imóvel na Alemanha: destino de milhões do Ideflor

Dentre os envolvidos nas fraudes estão o ex-presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, a esposa dele, Lena Pinto, Tatiana Ferreira Rodrigues e Renato José Santos da Silva

O Liberal

17 de outubro de 2026 às 16:00

( Foto: Foto: Divulgação/ MPPA )

Bolsas e roupas de grifes como Louis Vuitton, Gucci e Dolce & Gabbana, cirurgias plásticas, imóveis e investimentos financeiros foram o destino dos milhões desviados por corrupção do Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-Bio), em esquema coordenado pelo casal Nilson Pinto e Lena Pinto, de acordo com o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA).

O órgão ofereceu quatro denúncias na última quarta-feira (14), sendo duas por fraude licitatória e duas por lavagem de dinheiro. Os contratos irregulares chegaram a R$ 22 milhões após alterações. O dano mínimo decorrente das fraudes licitatórias e da execução dos contratos foi estimado em R$ 14.317.600,71.

A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial Anticorrupção (GEAC), em apoio à 3ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa de Belém, apontou um grande esquema de corrupção entre 2023 e 2026. No total, 19 pessoas foram denunciadas por participarem de, pelo menos, uma parte do esquema, entre elas servidores de alto escalão do Ideflor-Bio.

A investigação, iniciada em fevereiro deste ano, constatou que a Construtora Duas Marias Ltda., contratada para três serviços, transferiu dinheiro para várias pessoas ligadas ao casal e pagou despesas pessoais de integrantes da alta cúpula do órgão. O dinheiro para a compra desses artigos seria proveniente de três contratos da construtora com o Ideflor-Bio: a construção de um muro no Parque Estadual do Utinga, a manutenção predial e uma contratação decorrente da adesão a uma ata de registro de preços.

Durante a Operação Herbas Nocens (Ervas Venenosas), deflagrada pelo Ministério Público do Pará, foram apreendidas 30 bolsas e três chapéus das marcas Louis Vuitton, Gucci e Dolce & Gabbana no apartamento do casal Lena Pinto e Nilson Pinto. As denúncias do MPPA descrevem transferências feitas por meio de contas de pessoas físicas e jurídicas, depósitos em espécie e conversão de valores em aplicações financeiras e bens.

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MPPA denuncia esquema que teria desviado R$ 14,3 milhões em contratos do Ideflor Dentre os envolvidos nas fraudes estão o ex-presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, a esposa dele, Lena Pinto, Tatiana Ferreira Rodrigues e Renato José Santos da Silva

Entre os investigados envolvidos nas fraudes estão Tatiana Ferreira Rodrigues, vereadora de Bragança, ordenadora de despesas do Ideflor-Bio e gestora da empresa Duas Marias; Renato José Santos da Silva, intermediário de movimentações financeiras; e Yann Victor Monteiro Leite, marido de Tatiana e procurador da conta bancária da empresa.

Uma conta ligada ao então presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, recebeu 3.344 depósitos em espécie, que somaram R$ 6,13 milhões. As contas da esposa, Lena Pinto, teriam recebido ao menos 1.719 depósitos, no total de R$ 6,96 milhões. Essas operações ocorreram em períodos próximos aos pagamentos feitos à empresa contratada.

O promotor de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa de Belém, Lauro Freitas, responsável pela investigação, enfatiza as compras de valores altíssimos com recursos públicos.

“A gente tem mais a preocupação com a falta de zelo com o erário público e a falta de preocupação da coisa pública pelos servidores. Não houve preocupação de reverter esse dinheiro para o erário. A empresa contratada de forma irregular fazia compras diretamente nas lojas de luxo. Causa perplexidade os valores absurdos verificados, a falta de zelo e cuidado com recursos públicos”, declara o promotor.

Em casos de crimes de corrupção, em que os suspeitos obtêm recursos de maneira ilícita, é necessário fazer a chamada “lavagem de dinheiro”, que consiste em transformar o dinheiro ilícito em bens aparentemente legais. Devido ao alto valor, os artigos de luxo são utilizados como uma das formas de lavar dinheiro.

Compras de luxo e cirurgias plásticas

Um dos conjuntos mais detalhados da denúncia envolve despesas atribuídas pelo MPPA a Lena Ribeiro Pinto de Oliveira, esposa de Nilson. Entre novembro de 2024 e outubro de 2025, a investigação identificou R$ 415.950 em pagamentos a fornecedores de artigos de luxo e decoração, feitos pela conta da Construtora Duas Marias com a identificação interna “LRP”.

Um desses pagamentos foi de R$ 17.750 à empresa responsável pela marca Louis Vuitton, referente a uma compra cuja consumidora final, segundo a acusação, foi a esposa do então presidente da autarquia. Nessa compra, que teria sido feita diretamente por Lena Pinto, foram adquiridos um cinto feminino, no valor de R$ 8.250; um par de brincos femininos de 100% latão, no valor de R$ 3.750; e um colar feminino de 100% latão, no valor de R$ 5.750.

Os produtos foram pagos por meio de transferência bancária via Pix pela Construtora Duas Marias, no dia 19 de novembro de 2024, e enviados diretamente ao apartamento do casal.

(Foto: Divulgação/ MPPA)
(Foto: Divulgação/ MPPA)

Além dos artigos de luxo, o Ministério Público aponta que cirurgias plásticas de Lena Pinto foram custeadas pela empresa, com R$ 178.500 em pagamentos relacionados a procedimentos de cirurgia plástica e anestesia.

“Isso foi algo inusitado, houve por volta de R$ 1,8 milhão na denúncia de lavagem de dinheiro, que foram detectados para itens supérfluos e luxo, e o curioso dessa operação é que a Construtora Duas Marias fazia diretamente as compras, não se utilizaram de terceiros. Ela mesmo ia na loja e comprava em nome da Lena Pinto. Esses objetos foram comprados por meio online”, conta o promotor.

O MPPA aponta que a Construtora Duas Marias também transferiu R$ 10.000 para Priscilla dos Santos Cordeiro Hermes. Priscilla mantém um estreito vínculo pessoal com Lena, que é madrinha de batismo da filha de Priscilla.

Uma agenda apreendida no Ideflor-Bio registra manualmente entradas, saídas e distribuição dos valores de corrupção para múltiplos beneficiários, inclusive o valor de R$ 100 mil, dividido em dois depósitos bancários para a P. Cordeiro, que seria Priscilla Cordeiro.

Imóvel na Alemanha e investimentos imobiliários

As denúncias por lavagem também descrevem a aquisição de um imóvel em Bremen, na Alemanha, por 195 mil euros. O apartamento foi adquirido em nome da filha de Nilson Pinto, Águeda Macias de Oliveira, que teria participado do esquema de lavagem de dinheiro. Também foi adquirido um empreendimento de luxo em Salinas pelo casal Nilson e Lena.

A investigação afirma ainda que Águeda participou do fracionamento das remessas utilizadas para formar o preço do imóvel. Foram identificadas sete remessas que totalizaram R$ 205.825,01 (€ 38 mil) em valores movimentados por ela.

A planilha intitulada “Projeto Mein Haus”, cuja tradução para o português é “Projeto Minha Casa”, foi feita em 2023 e mantida por Nilson Pinto. O documento registra todas as movimentações para o exterior, com a data, o remetente, o valor em reais e o valor recebido em euros. O total é de R$ 1.077.027,99, equivalentes a € 200.008,49, valor próximo ao preço do imóvel, de 195 mil euros.

“Fizemos uma evolução patrimonial desse casal nas denúncias. Eles tiveram um aumento que não condiz com o padrão salarial, ambos fazem 50 mil salarial mensal, e ambos tinham gastos com cartão de crédito que chegava a R$ 200 mil mensais, durante um longo do período”, explica o promotor Lauro Freitas.

Contratos sob suspeita de fraude

Três contratos estabelecidos entre a Construtora Duas Marias e o Ideflor-Bio são suspeitos de corrupção.

O primeiro contrato, de nº 20/2023, foi resultado do Pregão Eletrônico nº 01/2023 e tinha como objeto a manutenção do muro do Parque Estadual do Utinga. O valor inicial era de R$ 697,5 mil e passou para R$ 948,6 mil após alterações. O MPPA estima um dano mínimo de R$ 258 mil.

A denúncia aponta suspeitas de restrição à competitividade do certame, problemas no orçamento, irregularidades em atestados de capacidade técnica e coincidência de endereço IP entre a empresa vencedora, uma pregoeira e um dos investigados. Também são questionadas alterações posteriores do contrato.

O segundo contrato, nº 21/2023, foi firmado após o Pregão Eletrônico nº 02/2023, aberto apenas dois dias depois do primeiro certame e também vencido pela Duas Marias. O contrato, inicialmente de R$ 6,98 milhões, chegou a R$ 13,84 milhões após aditivos. O MPPA aponta um dano mínimo de R$ 6,86 milhões.

Fraude - IDEFLOR
Foto: Divulgação/ MPPA
Foto: Divulgação/ MPPA

Entre os problemas apontados estão um suposto direcionamento por meio de cláusulas restritivas e um chamado “projeto mágico”, expressão utilizada pelo MPPA para descrever documentos técnicos que, segundo a denúncia, apresentavam informações incompletas e insuficientes para uma contratação regular.

O terceiro contrato, nº 29/2024, envolveu a adesão do Ideflor-Bio a uma Ata de Registro de Preços da Prefeitura de Óbidos. O MPPA sustenta que a contratação direta foi ilegal e que não houve documentação técnica suficiente para comprovar a execução de grande parte dos serviços.

Segundo a denúncia, o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Pará (CREA-PA) informou não haver Anotação de Responsabilidade Técnica (ART) de execução vinculada ao contrato. Também não teriam sido apresentados documentos como diário de obra, livro de ordem, relatórios detalhados de fiscalização e registros técnicos ou fotográficos. Mesmo assim, houve atestação dos serviços e pagamentos que totalizaram R$ 7,19 milhões.

Como funcionava o esquema, segundo o MPPA

A soma dos contratos, após alterações, chega a aproximadamente R$ 22 milhões, enquanto o MPPA calcula um dano mínimo de R$ 14.317.600,71 aos cofres públicos. O órgão ressalva que os valores ainda podem ser atualizados e que a instrução processual poderá apontar eventual prejuízo superior.

Para desviar os recursos do Ideflor-Bio, o grupo teria organizado um esquema de corrupção com 19 pessoas. A Promotoria de Defesa do Patrimônio Público de Belém começou a perceber várias denúncias que circulavam nas redes sociais, em blogs e na sociedade sobre desvio de recursos envolvendo a vereadora de Bragança Tatiana Ferreira Rodrigues, pertencente ao mesmo partido de Nilson Pinto.

“A gente começou a apurar se essas licitações tinham alguma irregularidade, e na apuração preliminar foram vistas várias irregularidades, direcionamentos, superfaturamento e cláusulas de restrição nos editais. Foi instaurada a investigação, e quando de fato a investigação começou a apurar o Ideflor em relação à Construtora Duas Marias não havia situação financeira que justificasse esse suporte para a contratação. A proprietária de direito consta como Lucieli, que se trata de uma funcionária laranja da vereadora”, explica o promotor.

A construtora seria, segundo a investigação, pertencente a Tatiana Ferreira Rodrigues. O esquema pode ser melhor compreendido a partir dos vários núcleos que, segundo o MPPA, existiam para desviar o dinheiro público.

No comando do esquema estaria Nilson Pinto, que era, à época, presidente do Ideflor-Bio e tinha poder decisório, sendo apontado como principal beneficiário, juntamente com a esposa, Lena Pinto, assessora do Ideflor-Bio cedida por outro órgão estadual. Lena seria responsável pela articulação do esquema.

Outro núcleo importante era o empresarial, formado pela Construtora Duas Marias, que assinou os três contratos. A empresa tinha como sócia formal Luciele Brito, apontada como “laranja”, utilizada para esconder os verdadeiros proprietários: a vereadora de Bragança Tatiana Ferreira Rodrigues, que, ao mesmo tempo, exercia a função de ordenadora de despesas do Ideflor-Bio. Ou seja, segundo a denúncia, Tatiana era responsável por fazer contratos com a própria empresa. O marido da vereadora, Yann Victor, exercia funções de representação e gestão empresarial na Duas Marias.

Dentro do Ideflor-Bio, havia outro núcleo, considerado administrativo/técnico, formado por servidores nomeados ou com relação com Nilson e Lena Pinto. Entre essas pessoas estão Lígia Cordeiro, responsável pela formalização da demanda do primeiro pregão; Thiago Pacheco, responsável por estudos técnicos e orçamento e participante da execução contratual; Edilza Azevedo, que teria tido participação administrativa e é acusada de corrupção passiva; e Ellivélton Cunha, responsável pela gestão e contratação da empresa.

Um núcleo jurídico, responsável por emitir pareceres para as contratações e os pagamentos, era formado por Benilson Mauro de Souza Costa, procurador do Ideflor-Bio, e pela assessora jurídica Marcela Camila Ferreira da Silva.

Os outros núcleos do esquema eram de interposição patrimonial. Segundo o MPPA, eram formados por pessoas que emprestavam ou colocavam os próprios nomes, contas ou patrimônios para esconder os verdadeiros proprietários ou beneficiários dos bens e valores desviados. Entre essas pessoas estariam Águeda Macias de Oliveira e Rodrigo Macias de Oliveira, filhos de Nilson Pinto.

Outra pessoa apontada como “laranja” seria Dinah Machado Silva da Fonseca, que seria formalmente proprietária, junto com o marido, de um apartamento no prédio de alto padrão Palais La Rochelle, na avenida Gentil Bittencourt, no bairro de Batista Campos, em Belém.

A quarta integrante desse núcleo seria Luciele Brito da Silva, que aparece como sócia-administradora da Construtora Duas Marias. Tanto o apartamento quanto a empresa seriam de Tatiana Ferreira Rodrigues, segundo o MPPA.

Intermediação financeira e movimentação de recursos

Outra parte do esquema envolvia um núcleo de intermediação financeira. As pessoas ajudavam a movimentar os recursos e serviam de ponte para a circulação do dinheiro entre os envolvidos. O intuito seria dificultar a identificação da origem, do destino ou do beneficiário dos valores. O exemplo mais claro é Renato José Santos da Silva.

Segundo o MPPA, Renato recebeu valores provenientes da Construtora Duas Marias e, posteriormente, repassou grandes quantias a Nilson e Lena. Em um dos episódios descritos na denúncia, em setembro de 2024, ele teria movimentado R$ 738,8 mil em quatro dias, em transferências destinadas ao casal.

Outro exemplo é Priscilla dos Santos Cordeiro Hermes, comadre de Lena, cuja conta teria sido utilizada, segundo o MPPA, para converter recursos em moeda estrangeira. A denúncia aponta 43 operações de câmbio que movimentaram aproximadamente R$ 690,6 mil.

“Ao longo de quatro anos com vigência de 2023 a 2026, pedimos a quebra do sigilo do dinheiro que entrava para o casal Pinto, e neste período em que os Pinto fizeram muitas aplicações financeiras, e também repasses para os filhos. Por isso os filhos entram nas denúncias de lavagem, porque se beneficiaram do dinheiro. Isso ficou registrado pelo contrato de compra e venda desse bem [apartamento em Bremen]”, detalha o promotor Lauro Freitas.

(Foto: Divulgação/ MPPA)
(Foto: Divulgação/ MPPA)

“Agora oferecida a denúncia cabe ao poder judiciário fazer uma instrução processual, avaliar as provas, ouvir o contraditório e dar ampla defesa de todos os investigados. E a gente espera que seja feita a condenação”, declara o promotor.

O Grupo Liberal solicitou resposta do Governo do Estado, do Ideflor-Bio, do ex-presidente Nilson Pinto, da ex-candidata Lena Pinto e da Construtora Duas Marias, mas ninguém respondeu até o fechamento desta edição. Os contatos dos outros investigados não foram encontrados pela reportagem.

As acusações descritas nesta reportagem são alegações apresentadas pelo Ministério Público nas denúncias. Os denunciados terão direito ao contraditório e à ampla defesa ao longo do processo e não são considerados culpados até eventual decisão judicial definitiva.

Pagamentos de artigos de luxo identificados

Segundo o MPPA, foram identificados os seguintes pagamentos a fornecedores de artigos de luxo e decoração:

  • 05/11/2024 – Gucci Brasil: R$ 42.480.

  • 19/11/2024 – LVMH Fashion Group Brasil (Louis Vuitton): R$ 17.750.

  • 05/12/2024 – Galeria M: R$ 30.400.

  • 18/03/2025 – MIV Comércio Ltda.: R$ 6.320.

  • 08/05/2025 – Gucci Brasil: R$ 80.000.

  • 09/05/2025 – Nicole Baldissera Soriano de Mello – ME: R$ 40.000.

  • 28/08/2025 – Dolce & Gabbana: R$ 70.000.

  • 08/09/2025 – Dolce & Gabbana: R$ 49.000.

  • 27/10/2025 – Gucci Brasil: R$ 70.000.

  • 27/10/2025 – Tok Especial Boutique: R$ 10.000.

Total: R$ 415.950.

Fonte: MPPA.

Mapa do esquema de corrupção por função, segundo o MPPA

Núcleo de comando e beneficiários

  • Nilson Pinto – Presidente do Ideflor-Bio à época; apontado como responsável pelo comando decisório e principal beneficiário.

  • Lena Pinto – Assessora; apontada como responsável pela articulação e beneficiária, além de envolvida na movimentação financeira.

Núcleo empresarial

  • Tatiana Rodrigues – Apontada como gestora de fato da Duas Marias e ordenadora de despesas, com ligação entre a empresa e a autarquia.

  • Luciele Brito – Titular formal da Duas Marias.

  • Yann Victor – Marido de Tatiana; apontado como responsável pela representação e gestão empresarial.

Núcleo administrativo/técnico

  • Lígia Cordeiro – Formalização da demanda do primeiro pregão.

  • Thiago Pacheco – Estudos técnicos e orçamento; participação na execução contratual.

  • Edilza Azevedo – Participação administrativa; acusação de corrupção passiva.

  • Ellivélton Cunha – Gestão e contratação; acusação de corrupção passiva.

Núcleo jurídico

  • Benilson Mauro de Souza Costa – Atuação jurídica e emissão de pareceres; acusação de corrupção passiva.

  • Marcela Camila Ferreira da Silva – Atuação jurídica/administrativa; acusação de corrupção passiva.

Núcleo de interposição patrimonial

  • Dinah Machado Silva da Fonseca – Apontada como titular formal de imóvel atribuído a Tatiana e envolvida em movimentação financeira.

  • Águeda Macias de Oliveira – Remessas internacionais e imóvel em Bremen; movimentação de valores.

  • Rodrigo Macias de Oliveira – Remessas internacionais e movimentação de valores.

Núcleo de intermediação financeira

  • Renato José Santos da Silva – Recebimento e repasse de valores.

  • Priscilla dos Santos Cordeiro Hermes – Conta apontada como utilizada para movimentação de recursos e operações de câmbio.

Fonte: MPPA.