Agentes que atuam na Base Integrada Fluvial Antônio Lemos apreenderam quatro tabletes de entorpecentes do tipo skunk na terça-feira (24/12), que eram transportados na malha fluvial de Breves, no Marajó. A droga estava em uma embarcação com origem em Manaus, no Amazonas, e tinha Belém como destino.
O entorpecente foi encontrado e apreendido durante fiscalização de rotina na embarcação Itaberaba I, que trafegava pelo Rio Tajapuru, no estreito de Breves, arquipélago do Marajó. Durante as buscas no interior da embarcação, o cão farejador Black, da Polícia Militar, sinalizou a presença de entorpecentes na carcaça de uma central de ar, onde em seguida os agentes encontraram o material.
“Nós seguimos com ações ininterruptas na malha fluvial por meio das bases integradas combatendo qualquer prática criminal e garantindo a paz da população. Portanto, dessa vez, mais 4 tabletes de drogas foram apreendidos e tirados de circulação, desarticulando o tráfico no estado”, afirmou Ualame Machado, titular da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social.
Após a apreensão, o material foi conduzido para ser apresentado à Polícia Civil no município de Breves, que dará continuidade às apurações para identificar os responsáveis pela carga.
O que é o skunk e seus efeitos?
Também conhecida como supermaconha, o skunk age como uma substância psicoativa de ação perturbadora do sistema nervoso central e tem uma concentração mais forte de THC (Tetra-hidro-canabidinol), substância psicoativa que age alterando os níveis de serotonina e de dopamina, hormônios ligados às sensações de prazer e satisfação no cérebro. Ela é produzida a partir de uma espécie de cannabis sativa híbrida, resultado de cruzamentos de espécies diferentes de plantas do mesmo gênero. Criada em laboratório, a droga pode ter efeito até 10 vezes mais potente do que a maconha comum.