O advogado Leonardo Felipe Giuni Bahia, acusado de matar a facadas a própria mãe, Arlene Giugni da Silva, em Belém, será julgado pela 2ª Vara do Tribunal do Júri nesta terça-feira (29/9), em Belém. O caso aconteceu na madrugada de 18 de janeiro de 2022, em um prédio residencial no bairro de Batista Campos. VEJA MAIS Advogado que matou a mãe: Ministério Público aponta autoria do crime à irmã do advogado O advogado Leonardo Felipe Giugni Bahia seria o coautor do crime e tentou matar a própria irmã, apontada como assassina da mãe MPPA quer perícias, diligências e reprodução simulada do caso de advogado que matou a mãe Promotor Franklin Prado busca elementos para subsidiar a denúncia contra o acusado Exclusivo: OAB-PA vai acompanhar investigações sobre advogado que matou a mãe Instituição reforça que o papel da Ordem é apenas zelar pela prerrogativa de custódia do suspeito O julgamento de Leonardo pelo crime de homicídio qualificado está marcado para iniciar às 8h, no Fórum de Belém, localizado na Cidade Velha. No processo, foram arroladas 11 testemunhas pelo Ministério Público do Pará (MPPA) e pela defesa do réu. O caso Durante a madrugada de 18 de janeiro de 2022, as autoridades haviam apurado que Leonardo havia reclamado de uma alergia forte e saído para tomar uma medicação. Ao retornar para casa, ele iniciou uma discussão com a mãe. Pelo que foi levantado na época pela Divisão de Homicídios da Polícia Civil do Pará, a discussão foi por um motivo banal: um pão colocado sobre a mesa, durante o café da manhã. A mulher reclamou que o filho havia sido muito ríspido, e ele aumentou o tom de voz, chegando a uma discussão mais exaltada. Irritado, matou a mãe a facadas. Em seguida, foi ao quarto da irmã e tentou enforcar a moça. Ela acordou com a mão dele no pescoço, mas conseguiu se desvencilhar. Ainda nos levantamentos iniciais da DH, ele a mandou ir embora de casa. Como não estava entendendo a situação, demorou a atender o irmão, e ele fez dois cortes nela: na mão e na perna. Ela fugiu sem danos mais graves. Após matar a mãe, Leonardo ligou para o 190 e explicou tudo o que aconteceu, pedindo para ser preso. Momentos depois, policiais militares e civis o prenderam e a Polícia Científica iniciou a perícia no apartamento da família. A arma do crime foi apreendida e o corpo de dona Arlene foi removido para exames.