O Tribunal do Júri de Ananindeua condenou Ozimar Silva Brito a 15 anos de prisão pelo assassinato de Sérgio Francisco da Costa Júnior, ex-conselheiro do Paysandu. O julgamento foi realizado nesta quarta-feira (4), e a informação sobre a sentença foi divulgada em um perfil no Instagram dedicado a cobrar justiça pela morte da vítima.
O réu foi apontado pelas investigações como o responsável por pilotar a motocicleta utilizada no crime, observar a movimentação de Sérgio e auxiliar na fuga do homem que efetuou os disparos. Ele respondeu por homicídio qualificado.
De acordo com a publicação feita pelo perfil, os jurados reconheceram a materialidade do crime, a participação de Ozimar em coautoria, a qualificadora do motivo torpe e o uso de recurso que impossibilitou ou dificultou a defesa da vítima. Com o reconhecimento dessas circunstâncias, o crime foi classificado como homicídio qualificado.
A sessão começou por volta das 10h e foi acompanhada por familiares de Sérgio. Cinco pessoas foram convocadas para prestar depoimento. Entre elas, o delegado responsável pelas investigações, que afirmou que Ozimar teria saído de Tailândia, no nordeste do Pará, com o objetivo de participar do homicídio em Ananindeua. Após o atentado, ele teria retornado ao município.
O filho de Sérgio também foi ouvido e relatou aos jurados os últimos dias de vida do pai, que permaneceu hospitalizado por mais de um mês após ser baleado. Durante o julgamento, familiares também falaram sobre o sofrimento provocado pela morte e a expectativa de que os envolvidos fossem responsabilizados.
Relembre o crime
Sérgio Francisco da Costa Júnior foi vítima de um atentado a tiros na manhã de 28 de novembro de 2024, em Ananindeua. Na ocasião, ele deixava a residência da mãe quando o veículo em que estava foi atingido por diversos disparos de arma de fogo.
Conforme as investigações, um homem desceu de uma motocicleta e efetuou os tiros à queima-roupa contra o ex-conselheiro. Depois da ação, o atirador deixou o local com a ajuda do piloto do veículo.
Sérgio foi socorrido e levado para um hospital, onde permaneceu internado por 33 dias. Ele morreu em decorrência das complicações dos ferimentos. A vítima deixou quatro filhos e uma neta. O filho mais novo tinha cinco anos.
