Jessyka Barbosa Sampaio está sendo julgada pelo Tribunal do Júri, em Marabá, no sudeste do Pará, pela morte de Samuel Alves dos Reis Cavalcante, de 22 anos. O julgamento começou na terça-feira (29), mais de dois anos após o homicídio, ocorrido em março de 2024, em uma residência localizada na Folha 35, na Nova Marabá. A decisão sobre a responsabilidade criminal da acusada será tomada pelos jurados ao final do julgamento, que deve ocorrer nesta quarta-feira (30). Inicialmente, o caso foi registrado como uma morte provocada por um disparo acidental. Segundo a versão apresentada à época, a arma teria disparado enquanto Samuel a manuseava. A Polícia Militar encontrou o jovem morto dentro da residência e Jessyka estava no local quando os agentes chegaram. Durante as investigações, porém, a versão apresentada pela acusada foi confrontada com os depoimentos de testemunhas e outros elementos reunidos pela Polícia Civil. A investigação apontou Jessyka como suspeita da morte. Ela foi presa 76 dias após o crime, nos fundos da própria residência onde Samuel foi morto. Conforme a acusação apresentada pelo Ministério Público durante o julgamento, Jessyka era companheira do pai de Samuel, mas mantinha em segredo um relacionamento extraconjugal com o enteado. À época, ela tinha 26 anos e ele, 22. Segundo a tese apresentada pela promotoria, o crime teria ocorrido quando Samuel pretendia deixar a casa onde morava e seguir a própria vida após iniciar um relacionamento com outra mulher. O Ministério Público sustenta ainda que o homicídio teria sido cometido por motivo torpe e que Samuel não teve possibilidade de defesa. De acordo com a acusação, o jovem foi atingido por um disparo na região da nuca. Na época do crime, o delegado Leandro Pontes, responsável pela investigação, também apontou Jessyka como autora do homicídio. Segundo ele, a vítima teria sido atingida pelas costas no momento em que pretendia deixar a residência. O julgamento é presidido pela juíza Alessandra Rocha da Silva Souza. A defesa de Jessyka é realizada pelo advogado Erivaldo Santis. O Conselho de Sentença, responsável por analisar o caso, é formado por sete mulheres.