Ovos cage-free ganham espaço em Belém, mas agricultores familiares enfrentam custos e falta de apoio
A tradição da agricultura familiar tem impulsionado a oferta de ovos produzidos por galinhas criadas livres de gaiolas em Belém. Feirante da Feira da 25 e produtora rural de Santo Antônio do Tauá, Elizete Cardoso conta que a criação segue um costume de família e busca atender consumidores da capital que procuram alimentos considerados mais saudáveis. As aves recebem alimentação preparada na própria propriedade, com milho, capim, folhas de bananeira, macaxeira e hortaliças da produção familiar, além de serem criadas em espaços adequados e com manejo voltado ao bem-estar animal. Apesar da procura crescente, a produtora afirma que a atividade ainda enfrenta desafios para se expandir. Segundo ela, os custos com alimentação e cuidados sanitários são elevados e todo o investimento é feito com recursos próprios, sem apoio governamental. Para manter os ovos acessíveis, uma cartela com 30 unidades é vendida por R$ 30, embora, segundo a agricultora, o preço ideal seria de R$ 35 para cobrir melhor os custos de produção. Elizete defende que mais agricultores familiares poderiam adotar o sistema cage-free se tivessem acesso a crédito, assistência técnica e maior apoio institucional.
Por Fatos do Dia
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