Estaleiros impulsionam transporte fluvial e fortalecem economia da Amazônia
Na Amazônia, onde os rios são as principais vias de transporte, os estaleiros desempenham um papel estratégico para o funcionamento da economia regional. Responsáveis pela construção e manutenção de embarcações utilizadas por pescadores, comunidades ribeirinhas, transportadores e empresas, esses empreendimentos sustentam uma cadeia produtiva que começa com a demanda de um armador, passa pelo projeto elaborado por um engenheiro naval e termina com a entrega da embarcação pronta para operar. Segundo o engenheiro naval Ramon Almeida, uma embarcação de médio porte pode transportar cerca de 4 mil toneladas de grãos, capacidade equivalente a aproximadamente 100 carretas, com menor emissão de carbono em comparação ao transporte rodoviário. Além dos estaleiros industriais, os estaleiros artesanais seguem sendo essenciais para atender às necessidades da navegação na região. Ramon Almeida destaca que a principal diferença entre os dois modelos está no uso da tecnologia, que aumenta a produtividade, a segurança e a capacidade de construção simultânea. No Pará, ele estima que menos de dez estaleiros em Belém estejam plenamente regularizados e com todas as licenças exigidas. O setor ainda enfrenta desafios relacionados à qualificação da mão de obra, investimentos em tecnologia e cumprimento das normas de segurança, mas continua impulsionando a economia regional e garantindo também oportunidades para pequenos construtores e comunidades ribeirinhas, que atendem demandas locais e complementam a logística fluvial amazônica.
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