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SAÚDE ANIMAL

Pets e calor: veja os principais cuidados com cães e gatos em dias quentes

Desidratação e queimaduras nas patas são alguns dos principais problemas relacionados

Lívia Ximenes

20 de outubro de 2026 às 08:00

O cuidado com a saúde de cães e gatos inclui, também, atenção redobrada em dias quentes. Com o clima equatorial úmido, Belém vive episódios de calor constantes, intensificados com a presença do El Niño. Na capital paraense, tutores devem adotar medidas específicas para a manutenção do bem-estar dos amigos de quatro patas, especialmente em momentos de passeio ao ar livre.

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A médica veterinária Patrícia Arêas, especialista em nutrição e dermatologia, explica que o calor pode provocar desidratação em animais, resultando em convulsões, desorientação e vômitos. O primeiro sinal de desconforto com o ambiente quente é quando o pet para de caminhar, além de suor no focinho e nos coxins — as “bolsinhas” que ficam em contato com o chão — e baba na boca.

“Com uma temperatura muito alta, eles estão muito ofegantes, o olho já está esbugalhado. Leva ele no colo e vamos para casa”, fala.

Para além dos riscos

Os riscos mediante o calor, entretanto, não podem ser motivo para deixar de passear com o animal. “Existe muita coisa boa para fazer aí, para passear, para trazer benefícios para os nossos animais e para nós”, destaca.

A médica veterinária reforça que o sedentarismo é causador de dores articulares, estresse, perda de massa muscular, obesidade, doenças renais e lesões de pele. Passeios também auxiliam em uma vida mais longa e saudável para os pets.

“O animal fica mais sociável, mais calmo. O animal ganha massa muscular, que a gente sabe, hoje, que é uma questão muito importante para o envelhecimento”, comenta.

Recomendações saudáveis

Os melhores horários para passeios são o início da manhã e o final da tarde, segundo Patrícia. “Não é só a temperatura, mas a cidade está mais calma e os animais ficam menos estressados”, aponta.

Ao retornar do passeio, a primeira atitude deve ser a limpeza das patas e hidratação do focinho e dos coxins. A médica veterinária também recomenda que cães e gatos de pelagem muito clara não podem ficar expostos ao sol. A aplicação de protetor solar deve ser feita no focinho e nos coxins, de acordo com Patrícia.

Além da atenção à temperatura e busca por locais com sombra, a médica veterinária fala que é necessário ter cuidado com o tipo de espaço escolhido. A observação deve considerar os perigos presentes no ambiente, como chão com potencial para provocar feridas nas patas.

Patrícia conta que os animais gostam de água saborizada, uma alternativa para variar a oferta do líquido: “Levem, por exemplo, melancia e melão, que são frutas que têm bastante água e você pode saborizar. Na hora do passeio, pare em algum momento e oferça. É muito bom e eles adoram.”

Tutores atentos

O casal de empreendedores Amanda e Vitor Porpino, de 34 e 41 anos, respectivamente, costumam evitar passeios com Trix em horários próximos às 12h. Na Praça Batista Campos, eles caminham em áreas sombreadas pelas árvores.

“A gente costuma vir mais cedo. Aqui tem água, sacolinha para recolher os xixis e cocôs dela. Quando ela precisa, a gente toma água de coco”, fala Amanda.

O casal costuma levar água e oferecem água de coco à pet
O casal costuma levar água e oferecem água de coco à pet (Foto: Thiago Gomes | O Liberal)

A tutora afirma que nunca teve problemas com Trix em relação ao calor, visto que já adotam medidas preventivas: “Quanto mais sombra, para a gente, é melhor.”

Diariamente, o professor Augusto Gomes, de 65 anos, faz os passeios matinais com Mel, cadela da filha Thayná Gomes, médica infectologista de 32 anos. O principal cuidado com Mel na praça é evitar que ela coma substâncias estranhas. Além disso, Augusto oferta água com frequência.

Augusto Gomes leva Mel para passear e tem atenção para ela não engolir corpos estranhos
Augusto Gomes leva Mel para passear e tem atenção para ela não engolir corpos estranhos (Foto: Thiago Gomes | O Liberal)

“Sempre que ela pede, a gente compra água de coco ou deixa ela tomar num potinho de água. Às vezes coloco até num recipicente que trago para ela fazer cocô. Colo água e ela toma”, conta.

A família nunca notou ferimentos ou queimaduras em Mel. Ao final de todo passeio, a cadela passa um uma espécie de inspeção em casa. “A Thayná, quando chega, pega um lenço umedecido e limpa ela todinha, limpa as patas. É esse cuidado que a gente tem”, fala.

Augusto também reforça que costumam deixar Mel em casa, com o ar-condicionado ligado. Durante os passeios ao ar livre, locais com sombra são a preferência.

A doméstica Vera Cardoso, de 43 anos, é cuidadora de Bela, cadela apaixonada por caminhadas. “Eu amo passear com ela e ela também. É muito bom sair de manhã para passear, dar carinho, amor e cuidado”, fala.

Vera Cardoso conta que Bela é apaixonada por passeios
Vera Cardoso conta que Bela é apaixonada por passeios (Foto: Thiago Gomes | O Liberal)

Vera explica que mantém uma rotina com Bela: ao chegar em casa, faz uma pequena vistoria na cadela e passa pano úmido nas patas. Ao confirmar que está tudo bem, a cuidadora segue com os afazeres do dia.

“Bebe muita água, muita água mesmo. Água geladinha toda hora, comidinha. De vez em quando, toma uma aguinha de coco, que ela ama”, fala Vera.