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PERFIL

Uma super-heroína dos céus paraenses: conheça a história da piloto do Graesp

Suzane Patrícia Gomes da Silva, 35 anos, 2ª tenente da Polícia Militar, é a primeira mulher a atuar entre os pilotos que compõem a equipe do Graesp: ela cruza os céus para dar apoio a paraenses na pandemia

Ana Laura Carvalho

29 de maio de 2021 às 16:00

A 2ª tenente da Polícia Militar do Estado do Pará (PMPA), Suzane Patrícia Gomes da Silva, 35 anos, é a primeira mulher piloto a entrar para o time que voa pelos céus do Pará em missões pelo Grupamento Aéreo de Segurança Pública (Graesp), que atua no transporte de cargas, materiais e pessoas.

A paixão por voar nasceu no ano de 2009, durante o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, quando o helicóptero fez uma homenagem à santa. Suzane ainda era soldado, e apreciava, lá debaixo, a chuva de pétalas de rosas sobre as pessoas. “Foi muito emocionante. Eu olhei para o cabo que estava de serviço comigo e disse para ele que um dia eu ia ser piloto, para fazer aquela homenagem também. Ele sorriu e disse que era impossível. Perguntei o porquê, e ele disse que eu era praça e só oficial poderia pilotar a aeronave. Lembro de ter olhado para cima e repetido que eu iria, sim, ser piloto”, conta.

A paixão por voar nasceu no ano de 2009, durante o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, quando o helicóptero fez uma homenagem à santa. Suzane ainda era soldado, e apreciava, lá debaixo, a chuva de pétalas de rosas sobre as pessoas. “Foi muito emocionante"

Conseguir chegar ao Graesp foi um sonho realizado, conta Suzane (Tarso Sarraf / O Liberal)
Conseguir chegar ao Graesp foi um sonho realizado, conta Suzane (Tarso Sarraf / O Liberal)

Paz e conexão com os céus


Determinada, Suzane iniciou a pesquisa pelos cursos que precisava fazer para alcançar o seu sonho. E, mesmo com os valores altos das aulas, não desistiu. Ela lembra como chegou ao Graesp. “O grupamento aéreo realizava alguns pousos e decolagens na unidade onde eu trabalhava, e todas as vezes que eles estavam por lá, eu ia conversar com eles, aprender um pouco mais sobre a missão".

E quanto mais Suzane conhecia, mais ela queria fazer parte daquela equipe. "No dia 26 de junho de 2020, eu ingressei para o Graesp, tendo minha primeira missão pelo grupamento no dia 31 de março de 2021. Foi uma missão no município de Capanema, com 45 minutos de voo”, recorda a tenente. “Voar para mim é me conectar com Deus. É um momento de gratidão, de paz. Voar é o trabalho mais lindo que eu poderia ter”, agradece Suzane.

“Olhei para o cabo que estava de serviço comigo e disse para ele que um dia eu ia ser piloto, para fazer aquela homenagem também. Ele sorriu e disse que era impossível, que eu era praça e só oficial poderia pilotar a aeronave. Olhei para cima e repeti que eu iria, sim, ser piloto. Voar para mim é me conectar com Deus. É um momento de gratidão, de paz. Voar é o trabalho mais lindo que eu poderia ter”, agradece Suzane

Sonho nasceu com uma homenagem que ela acompanhou ainda do chão, no Círio (Tarso Sarraf)
Sonho nasceu com uma homenagem que ela acompanhou ainda do chão, no Círio (Tarso Sarraf)

Voar é uma missão


Para ela, voar também faz parte de uma missão do grupamento aéreo que é essencial, para o bem da população paraense. “Passamos a maior parte do nosso dia e, consequentemente, de nossas vidas, nos dedicando a ajudar o próximo. Isso é muito gratificante. Atualmente, com a pandemia e com essas incontáveis vidas perdidas, levar vacinas, por exemplo, a todos os cantos do Estado é levar esperança, saúde e vida para a população”, avalia.

Quanto à rotina de trabalho, a tenente explica que as missões pelo ar são desempenhadas sob demanda. Enquanto isso, ela atua na parte administrativa do Grupamento, no departamento pessoal, documentos e relatórios.

Suzane se considera uma pessoa muito dedicada ao trabalho, com o qual ela ocupa cerca de 70% do seu dia. Nas horas vagas, ela aproveita para ficar ao lado da família, que no começo ficou preocupada com a missão que, hoje, ela desempenha no Graesp. “Mas já se adaptaram e se tranquilizaram”, garante.

Ela destaca também a participação e o apoio dos amigos. “Meus amigos são irmãos que eu pude escolher. Eles me apoiam, incentivam e a admiração é mútua”, diz.

A 2ª tenente da PM destaca a importância da participação da mulher e o desejo para que ocupem cada vez mais espaço. “A visão da mulher, em qualquer lugar, é uma visão diferente, a forma como lidamos com as situações é muito peculiar nossa. Somos necessárias”, sorri.

“Passamos a maior parte do nosso dia e, consequentemente, de nossas vidas, nos dedicando a ajudar o próximo. Isso é muito gratificante. A visão da mulher, em qualquer lugar, é uma visão diferente, a forma como lidamos com as situações é muito peculiar nossa. Somos necessárias”, sorri Suzane

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